Aviação comercial com recorde de passageiros em 2025

No ano passado as companhias aéreas operaram com uma idade média das aeronaves próxima dos 13 anos, cerca de um ano e meio acima de 2024, e as horas de voo por aeronave aumentaram 2%
Aviação comercial com recorde de passageiros em 2025

A aviação comercial atingiu um lucro de 39,5 mil milhões de dólares (cerca de 33,5 mil milhões de euros) e um recorde de 5,2 mil milhões de passageiros em 2025.

Segundo a última edição do relatório anual 'Global Fleet & MRO Market Forecast' 2026-2036, elaborado pela consultora Oliver Wyman e divulgado esta segunda-feira, o lucro no ano passado foi de 3,9%, valor que compara com os 2,9% de 2024.

A Europa registou o maior lucro líquido em 2025, enquanto o Médio Oriente apresentou a maior margem de lucro, estimada de 9%, seguido pela Europa e pela América Latina, que se situaram em torno de 5%.

No início deste ano, a carteira de encomendas de aeronaves por satisfazer ascendia a cerca de 17.000 unidades, em comparação com 13.000 em 2024 e 6.000 antes de 2019, Segundos os autores do relatório, este atraso levará mais de doze anos a resolver ao ritmo atual de produção.

"Os problemas na cadeia de abastecimento limitarão a produção anual de aeronaves em todo o mundo até, pelo menos, 2030, o que representa mais de 6.000 aeronaves que teriam sido produzidas na ausência desses constrangimentos", lê-se na informação divulgada.

Em 2025, as companhias aéreas operaram com uma idade média das aeronaves próxima dos 13 anos, cerca de um ano e meio acima de 2024, e as horas de voo por aeronave aumentaram 2%.

Ainda assim, a consultora estimou que a frota comercial mundial passará das atuais 30.046 aeronaves para 41.135 em 2036, o que representa uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,2%.

Além disso, os gastos mundiais com manutenção atingiram 136 mil milhões de dólares em 2025, mais 8% do que em 2024 e 30% acima dos valores de 2019.

Para 2036, a Oliver Wyman estima que o mercado ultrapassará 193 mil milhões de dólares em manutenção, praticamente o dobro dos gastos registados antes da pandemia.

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