O governador do Banco de Portugal (BdP) doou as mais-valias resultantes da venda das ações a uma instituição de responsabilidade social. Esta alienação foi feita depois de o comité de ética do BCE ter transmitido a Álvaro Santos Pereira “que a aquisição de ações, mesmo de empresas não financeiras, não era possível, bem como, consequentemente, a necessidade de alienar, até 30 de junho de 2026, as ações adquiridas em dezembro de 2025 e em janeiro de 2026”.
Uma operação que, segundo o banco central, foi concretizada, estando o “processo de regularização concluído”.
O BdP explicou ainda que, no âmbito da gestão da sua carteira de aplicações financeiras, Álvaro Santos Pereira adquiriu, em dezembro de 2025, ações da Galp Energia SGPS, SA e reforçou o investimento que já detinha em ações da Jerónimo Martins SGPS, SA, “tal como consta da declaração de interesses divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE) a 17 de abril de 2026”.
Já em janeiro deste ano adquiriu ações da Nestlé e da The Navigator Company, SA e fez reforços em ações da Galp Energia SGPS, SA e da Jerónimo Martins SGPS, SA, “tal como consta da comunicação feita à Entidade para a Transparência e constará da declaração de interesses a disponibilizar pelo BCE no próximo ano, referente às transações realizadas no ano anterior”.
E acrescenta: “Com total transparência, foi o Governador Álvaro Santos Pereira que comunicou, atempadamente, ao BCE estas transações com ativos financeiros, todas relacionadas com entidades não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, no quadro do exercício anual de declaração de interesses realizada no início de 2026. E comunicou ainda, no quadro legal aplicável, todos os detalhes relativos ao seu património à Entidade para a Transparência a 15 de janeiro”.