quarta-feira, 22 jul. 2026

Aeroportos portugueses batem novo recorde histórico com 6,6 milhões de passageiros em abril

Os aeroportos nacionais registaram em abril um novo máximo histórico, com 6,6 milhões de passageiros movimentados. Lisboa manteve a liderança, enquanto o Porto acelerou o crescimento e o Reino Unido continuou a ser o principal mercado internacional
Aeroportos portugueses batem novo recorde histórico com 6,6 milhões de passageiros em abril

Os aeroportos portugueses voltaram a bater recordes. Em abril, foram movimentados 6,6 milhões de passageiros, o valor mensal mais elevado alguma vez registado no país, revelou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os dados divulgados pelo organismo, o número de passageiros aumentou 2,1% face ao mesmo mês de 2025, prolongando a tendência de crescimento observada desde o início do ano. O novo máximo histórico surge depois dos recordes já registados nos primeiros três meses de 2026.

"Após máximos históricos registados nos primeiros três meses de 2026, abril voltou a atingir um novo máximo histórico no número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais", destaca o INE.

Em média, desembarcaram nos aeroportos portugueses 111,8 mil passageiros por dia durante o mês de abril, acima dos 109,9 mil registados no mesmo período do ano passado, o que corresponde a uma subida de 1,7%.

No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, os aeroportos nacionais movimentaram 21,133 milhões de passageiros, representando um crescimento homólogo de 3,3%.

O aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, continuou a concentrar a maior fatia do tráfego aéreo nacional, com 11 milhões de passageiros movimentados entre janeiro e abril, equivalentes a 52% do total. O crescimento face ao mesmo período de 2025 foi de 2,6%.

Já o aeroporto do Porto reforçou a sua posição como segundo maior aeroporto do país, registando 5,1 milhões de passageiros e um aumento expressivo de 7,6%, correspondente a 24% do total nacional.

Em sentido contrário, o aeroporto de Faro contabilizou 2,3 milhões de passageiros, o equivalente a 11% do total, mas registou uma quebra homóloga de 3,1%.

Reino Unido mantém liderança nas ligações internacionais

O Reino Unido continuou a ser o principal país de origem e destino dos passageiros em voos internacionais com Portugal.

Até ao final de abril, os passageiros provenientes do mercado britânico aumentaram 3,3%, enquanto os passageiros com destino ao Reino Unido cresceram 3,4%.

França, Espanha e Alemanha mantiveram-se nas posições seguintes entre os principais mercados internacionais. O Brasil completou o grupo dos cinco principais países de origem dos passageiros, enquanto Itália integrou o top cinco dos principais destinos.

Os dados do INE mostram ainda que, em abril, os aeroportos nacionais registaram 22,2 mil aterragens de aeronaves comerciais, mais 0,7% do que no mesmo mês do ano passado.

Do total de passageiros desembarcados, 83,5% corresponderam a tráfego internacional, atingindo 2,8 milhões de passageiros, numa subida de 3%.

A Europa manteve-se como principal origem dos passageiros que chegaram a Portugal, representando 69,6% do total, seguida pelo continente americano, responsável por 9,3% das chegadas e que apresentou o crescimento mais significativo, com uma subida de 9,4%.

Quanto aos passageiros embarcados, 83,1% viajaram em rotas internacionais, totalizando 2,7 milhões de pessoas, mais 4% do que em abril de 2025.

A Europa voltou a liderar entre os destinos escolhidos, concentrando 70,6% dos passageiros embarcados e registando um crescimento de 5,2%. O continente americano ocupou a segunda posição, com uma quota de 8,4% e uma subida de 2,6%.

Carga aérea cresce, mas Lisboa perde peso

No segmento de carga e correio, os aeroportos nacionais movimentaram 22 mil toneladas em abril, um aumento homólogo de 3,2%.

No acumulado entre janeiro e abril, o crescimento foi mais moderado, de 0,6%.

O aeroporto de Lisboa continuou a dominar esta atividade, com 63,3 mil toneladas movimentadas, equivalentes a 77,1% do total nacional. Ainda assim, registou uma diminuição de 1% face ao mesmo período do ano anterior.

Em contraste, os restantes aeroportos nacionais apresentaram um crescimento conjunto de 6,5% no movimento de carga e correio, refletindo uma maior diversificação da atividade logística aérea em Portugal.