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O tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses geridos pela Vinci Airports, no âmbito da concessão da ANA - Aeroportos de Portugal, aumentou 3,4% em fevereiro face ao mesmo mês do ano passado, superando a média global do grupo, que se ficou pelos 1,6%.
De acordo com os dados divulgados pela concessionária esta terça-feira, Portugal voltou a destacar-se na rede internacional da Vinci, mantendo um desempenho mais robusto do que outros mercados.
Já no conjunto dos primeiros dois meses deste ano a subida no tráfego aéreo em Portugal foi de 3,7%.
Cabo Verde, Costa Rica e Brasil são os mercados onde se registaram maiores crescimento, enquanto nos EUA registaram a maior quebra, de 7,2%.
No acumulado de janeiro e fevereiro, os aeroportos nacionais — incluindo Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeroporto de Faro — registaram um crescimento de 3,7%, também acima da média global da Vinci, fixada em 1,4%.
A empresa indica que "o tráfego manteve-se robusto na maioria dos aeroportos da rede em fevereiro" num contexto internacional marcado por desempenhos desiguais.
Europa recua, mercados emergentes aceleram
Em contraste com o crescimento em Portugal, alguns dos principais mercados europeus registaram quebras em fevereiro:
Reino Unido: -1,8%
França: -1,4%
Estados Unidos: -7,2%
Por outro lado, mercados emergentes apresentaram fortes subidas, com destaque para:
Cabo Verde: +17%
Costa Rica: +13%
Brasil: +12%
Governo pressiona Vinci para acelerar investimentos
O bom desempenho dos aeroportos portugueses surge num momento em que o Governo aumenta a pressão sobre a concessionária.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que Portugal é atualmente a operação mais rentável da Vinci Airports a nível mundial — argumento que, defende, justifica maior rapidez no investimento.
“É possível fazer mais e mais depressa em Lisboa, Porto, Faro e também nas regiões autónomas”, afirmou.
O chefe do Executivo reiterou a necessidade de avançar rapidamente com o novo aeroporto da capital, sublinhando que o Estado não abdicará de prazos nem de custos contratualizados com a concessionária.
Atualmente, a ANA - Aeroportos de Portugal aponta para a entrada em funcionamento da nova infraestrutura em 2037, ou no final de 2036 caso haja otimizações no calendário.
Apesar do foco no novo aeroporto de Lisboa, Luís Montenegro defendeu uma abordagem mais abrangente:
“Portugal só é competitivo se houver investimento transversal em todas as infraestruturas.”
O primeiro-ministro alertou que concentrar o investimento apenas numa ou duas regiões poderá prejudicar o desenvolvimento global do país.
Autoestradas com ligeira quebra
Já no segmento das autoestradas, o tráfego da Vinci Autoroutes recuou 0,8% em fevereiro, penalizado pela descida de veículos ligeiros, devido ao calendário das férias escolares e a condições meteorológicas desfavoráveis, parcialmente compensadas pelo aumento dos pesados
Os dados reforçam o papel de Portugal como um dos mercados mais dinâmicos da rede da Vinci, num contexto em que o crescimento do tráfego aéreo continua a ser um indicador-chave da recuperação e competitividade do setor turístico e económico.