A AEP - Associação Empresarial de Portugal esclarece que a venda do património imobiliário da Exponor não coloca em causa a continuidade da atividade do recinto de feiras e exposições, “encontrando-se asseguradas as condições necessárias para a sua operação e desenvolvimento a longo prazo”.
E esclarece que, neste âmbito, já foi celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre a futura proprietária dos imóveis e a EXPONOR – FIPORTO, sociedade detida a 100% pela AEP, “que estabelece o compromisso de celebração do contrato definitivo após a conclusão da escritura de compra e venda dos imóveis, no âmbito da liquidação da NEXPONOR”.
O futuro contrato prevê um prazo inicial de 25 anos, com renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos, “garantindo estabilidade e previsibilidade para a gestão da Exponor”. Está igualmente prevista uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos de vigência do contrato.
A AEP destaca ainda que o novo proprietário assumiu o compromisso de assegurar a manutenção e modernização da Exponor, estando definido um investimento relevante para esse efeito. O contrato contempla igualmente um mecanismo de salvaguarda que protege a atividade da Exponor: caso a senhoria não execute ou atrase as obras previstas, a EXPONOR poderá substituí-la na sua realização, financiando os respetivos custos através da retenção das rendas devidas.
“Com este enquadramento, a AEP reforça que a operação permite garantir a continuidade da missão da Exponor como uma importante infraestrutura nacional e a principal do Noroeste Peninsular dedicada à realização de feiras, congressos e eventos empresariais, criando simultaneamente as condições necessárias para a sua requalificação e valorização futura, permitindo dar uma resposta nas melhores condições face aos desafios do contexto internacional”, conclui.