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A ACAP – Associação Automóvel de Portugal, defende a reintrodução de um novo programa de abate de veículos em Portugal semelhante ao que vigorou em 2009 que contemple o abate até 40 mil veículos em 2026, com um valor médio de incentivo de quatro mil euros por veículo, que será majorado para cinco mil euros, no caso de o veículo a adquirir ser eléctrico (BEV).
“Este programa contribuiria para uma poupança energética de 3,2 milhões de litros de combustível/ano (o equivalente a 33.200 barris de petróleo) e à emissão de menos 10 800 de toneladas de CO2/ano”, refere a associação.
Por outro lado, defende como prioritário a reforma da fiscalidade automóvel com vista a responder aos desafios que Portugal enfrenta em relação a países produtores, como a Espanha e a Alemanha, por exemplo, onde a fiscalidade automóvel está mais alinhada com a transição ambiental e a competitividade fiscal.
“A ACAP defende uma reforma que promova a renovação do parque automóvel nacional, com a substituição de veículos antigos e poluentes por modelos mais eficientes e menos emissões de CO2, a tributação da propriedade e utilização, em vez da enorme carga fiscal na aquisição e que tenha a equidade fiscal como princípio estruturante”, salienta.
Emprego neste setor sobe
A associação lembra ainda que as matrículas de ligeiros de passageiros novos aumentaram 7,3% em 2025 em comparação com o ano anterior, totalizando 225 039 veículos. “Este valor supera, pela primeira vez, os números da pré-pandemia, pois em 2019 o total de matrículas foi de 223.799”, acrescentando que nos veículos elétricos, atingiu-se um novo recorde, com 52.256 matrículas, o que compara com as 41.757 registadas em 2024.
“Em dezembro de 2025 matricularam-se 5.590 ligeiros de passageiros novos elétricos, o valor mais alto de sempre. No total do mercado de ligeiros de passageiros, os elétricos representaram 23,2% das novas matrículas registadas no ano passado”, diz ainda.
Em relação ao balanço apresentado em 2024, os números do Instituto Nacional de Estatística e da ACAP mostram que o setor criou mais emprego, aumentou o volume de negócios e registou mais empresas.
No emprego, o número de trabalhadores no setor passou de 167 mil para 176 mil, o volume de negócios passou de 42,6 mil milhões de euros para 45,8 e o número de empresas passou de 35 000 para 37 mil.
O setor em números
Em termos globais, em Portugal, o setor automóvel representa 11,7% das exportações nacionais de bens, 3,6% do emprego empresarial e 2,3% do total de empresas.
O setor gera 11,8 mil milhões de euros em receitas fiscais para o Estado e o seu volume de negócios representa 8% da faturação da totalidade das empresas.
As cinco fábricas automóveis instaladas em Portugal produziram, em 2025, 341.361 veículos, uma subida de 2,7% em relação ao ano anterior. A Volkswagen Autoeuropa representa 70% da produção, seguindo-se a Stellantis Mangualde com 27%.
A esmagadora maioria dos veículos produzidos em Portugal (88,0%) são exportados para a Europa.