quarta-feira, 10 jun. 2026

"A nossa prioridade absoluta foi garantir estabilidade de emprego aos colaboradores" Hussel encerrou e apenas oito trabalhadores permaneceram no grupo

Nos últimos anos, a marca enfrentou uma quebra de presença no mercado português.
"A nossa prioridade absoluta foi garantir estabilidade de emprego aos colaboradores" Hussel encerrou e apenas oito trabalhadores permaneceram no grupo

O grupo Jerónimo Martins encerrou todas as lojas da marca Hussel em Portugal, em abril, colocando assim um ponto final na operação da cadeia especializada em chocolates e confeitaria.

Segundo o jornal Eco, o processo de encerramento das 18 lojas já foi concluído e alguns dos trabalhadores afetados serão integrados noutras empresas do grupo, nomeadamente no Pingo Doce.

Apenas oito funcionários da Hussel vão passar para os quadros do supermercado, enquanto os restantes trabalhadores abrangidos pelo encerramento terão cessado funções ou negociado acordos de saída. No total eram "cerca de 60 pessoas, na sua maioria com vínculos efetivos”, segundo contabilizou a mesma fonte aquando da decisão de encerramento.

"A nossa prioridade absoluta foi garantir estabilidade de emprego aos colaboradores", afirmou a dona do Pingo Doce ao jornal Eco.

O fecho da Hussel surge numa fase de reorganização de várias operações do grupo Jerónimo Martins, que continua a apostar fortemente nas áreas da distribuição alimentar e supermercados. Operava, sobretudo, em centros comerciais, com lojas dedicadas à venda de chocolates, gomas, bolachas e outros produtos de confeitaria.

Nos últimos anos, a marca enfrentou uma quebra de presença no mercado português, acompanhando também mudanças nos hábitos de consumo e maior concorrência no setor alimentar e de retalho especializado.