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A experiência inédita de venda e consumo de bebidas de baixo teor alcoólico durante a Supertaça Cândido de Oliveira poderá marcar o início de uma nova fase no futebol português. Depois do jogo entre FC Porto e Torreense, Pedro Proença considera que o projeto-piloto foi bem-sucedido e acredita que este deverá ser apenas o primeiro passo para uma alteração das regras em vigor há várias décadas.
"O balanço não podia ser mais positivo"
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol sublinhou a importância do teste realizado em Coimbra, enquadrando-o também na preparação de Portugal para o Mundial de 2030.
"A Supertaça Cândido de Oliveira representou um momento histórico para o futebol português e para toda a indústria. Pela primeira vez, tivemos um teste-piloto de venda de bebidas de baixo teor alcoólico dentro de um recinto desportivo. O balanço, tendo como vista o Mundial 2030, não podia ser mais positivo."
Pedro Proença defendeu ainda que esta era uma reivindicação antiga dos clubes portugueses, que pretendiam regras semelhantes às aplicadas noutros setores do entretenimento e em competições internacionais.
Proença destaca ambiente vivido em Coimbra
O líder da FPF considerou que a experiência trouxe benefícios para além da vertente económica, destacando o comportamento dos adeptos durante a partida.
"Muito obrigado ao Governo, aos ministérios da Administração Interna, Saúde e Juventude e Desporto pela confiança demonstrada. Parabéns a todos os clubes, do futebol profissional e do não profissional, pela perseverança. Esta foi uma grande vitória do futebol português."
Proença acrescentou ainda que este foi "um enorme passo que foi dado" e manifestou o desejo de que represente o início "para a concretização de um objetivo comum".
Governo vai avaliar antes de decidir
A venda e o consumo de bebidas de baixo teor alcoólico foram autorizados excecionalmente pelo Governo para a Supertaça disputada no sábado, uma prática proibida nos recintos desportivos portugueses desde a década de 1980.
Segundo esclareceu o Executivo à Lusa, a autorização teve caráter experimental e os resultados da iniciativa serão agora avaliados antes de qualquer decisão sobre uma eventual repetição.
O Governo sublinha que futuras autorizações dependerão da avaliação realizada pelas entidades envolvidas e da sua utilidade para a preparação do Mundial de 2030, garantindo que qualquer decisão terá sempre em conta a segurança dos espetáculos desportivos, a proteção dos consumidores e a saúde pública.