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O FC Porto foi multado pela Federação Portuguesa de Futebol devido a uma "violação de deveres de organização e segurança" no clássico disputado a 14 de janeiro, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal.
O clube nortenho terá de pagar 3.060 euros à FPF após esta concordar com a queixa formal da SAD do Benfica, que alegava "tratamento discriminatório e humanamente degradante" aos adeptos benfiquistas.
A queixa baseia-se na retenção de centenas de benfiquistas nas escadarias do Estádio do Dragão durante duas horas, antes do início da partida, que levou adeptos a perderem os primeiros 45 minutos de jogo. A somar a esta reclamação, os adeptos falam numa obrigatoriedade de se descalçarem no exterior do estádio, em chão molhado, durante a revista.
Para contrapor, o FC Porto alegou que os adeptos benfiquistas é que chegaram tarde e provocaram distúrbios nas escadas do estádio. Relacionado com as revistas, o FC Porto garante que se trata de uma exigência recomendada pela PSP, face ao uso de engenhos pirotécnicos.
Ainda assim, o Conselho de Disciplina foi unânima na sua decisão: o FC Porto terá falhado ao não garantir o mínimo de conforto para os adeptos adversários. O acórdão revela ainda que os assistentes do recinto terão "filtrado a entrada a conta-gotas", deixando centenas de adeptos à espera enquanto o jogo decorria, mesmo com torniquetes e postos de revista vazios.
A federação conclui que o Porto agiu com "negligência consciente", tendo a coima sido agravada devido ao "cadastro de recincidências" em falhas de organização durante a época.