O Torreense conquistou este domingo a Taça de Portugal, batendo o detentor do troféu, o Sporting, no Estádio Nacional, por 2-1 após prolongamento. O clube de Torres Vedras tornou-se assim o primeiro do segundo escalão a conquistar a prova-rainha em 86 edições da competição.
A festa começou cedo no Jamor. Aos quatro minutos, na sequência de bola parada, Léo Azevedo ganhou nas alturas e a bola encontrou Zohi, que só teve de desviar para marcar golo perante o olhar de Morita. Uma entrada de sonho para uma equipa que, recorde-se, luta pela subida à I Liga.
O Sporting reagiu, pressionou, mas não conseguiu furar a organização defensiva do conjunto de Torres Vedras antes do intervalo. Na segunda parte, o goleador Luis Suárez empatou a partida após facilitismo da defensiva do Torreense, que aliviou mal e a bola sobrou para o avançado uruguaio. O empate resistiu até ao fim dos 90 minutos, com os leões a verem ainda um golo ser anulado a Catamo.
O prolongamento foi o palco da decisão. No arranque do segundo tempo do prolongamento, Maxi Araújo agarrou Ismail Seydi dentro da sua grande área e o árbitro António Nobre não só assinalou grande penalidade como expulsou o uruguaio com vermelho direto. Stopira, o capitão e herói do Torreense, assumiu a responsabilidade e fez rebentar a festa da formação oestina. A menos de um minuto do final do prolongamento, o Torreense ainda esteve perto de marcar o terceiro golo — a bola não entrou por muito pouco.
Setenta anos depois, o Torreense voltou a uma final da Taça de Portugal, igualando o feito de 1956 — na altura, perdeu essa final com o FC Porto. Desta vez, o desfecho foi bem diferente.
A vitória tem consequências que vão além do troféu. A conquista da 86.ª edição da Taça de Portugal garante ao Torreense uma vaga na fase de liga da próxima edição da Liga Europa. Com este resultado, o Benfica vê-se atirado para a segunda pré-eliminatória da Liga Europa, e o Sp. Braga para a mesma fase da Liga Conferência.
Para chegar à final, a equipa de Torres Vedras afastou AD Correlhã, Oliveirense, Lusitânia Lourosa, Casa Pia, União de Leiria e Fafe. Uma caminhada épica que culminou num momento que Torres Vedras não esquecerá tão cedo.