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O novo documentário de José Mourinho voltou a trazer ao de cima uma polémica antiga. Após as declarações do atual treinador do Real Madrid e de John Terry no documentário “Special One”, a médica Eva Carneiro usou as suas redes sociais para criticar a dupla, acusando-os de lucrarem com a polémica de Stamford Bridge, de 2015.
O que aconteceu em 2015?
Tudo aconteceu há 11 anos. Num jogo frente ao Swansea, a equipa médica entrou nas quatro linhas para assistir Eden Hazard, que levou a equipa, na altura comandada por José Mourinho, a ficar reduzida a nove jogadores por um período de tempo. Na altura, José Mourinho não gostou da situação, o que acabou com o despedimento da equipa médica.
O processo chegou a tribunal, como despedimento sem justa causa, terminando num acordo amigável.
Como é retratado no documentário?
No “Special One”, Mourinho desvaloriza a gravidade da lesão do belga, que levou a equipa médica a entrar em campo, e mantém que a sua reação foi legítima. “A história foi muito, muito simples. Não sou médico, mas os meus olhos sabem quando um jogador está lesionado e quando não está. Eu sabia que o Eden não estava lesionado, mas os médicos entraram em campo e ficámos com nove jogadores", recorda, acrescentando que o vocabulário utilizado foi dentro de um contexto de “tensão muito alta”.
Onde entra John Terry?
O antigo capitão da equipa inglesa também falou no documentário, defendendo o técnico português. “Do ponto de vista médico, o José dizia que, a menos que fosse muito, muito grave, eles não entravam. Era esse o entendimento dos jogadores, da equipa médica, todos concordavam com isso", sublinhou.
A revolta da médica após o documentário
“11 anos depois e aqui estamos nós a reviver o pior. Espero que tenham ganho algum dinheiro com isto”, pode ler-se numa publicação nas redes sociais de Eva Carneiro, atirando ainda, em tom de ironia: “Estamos vinculados a um código de conduta médico-legal. Sinceramente, seria saudável que o John Terry aprendesse as regras do jogo. Já passou tempo suficiente, amigo”, referiu.
Eva Carneiro garante ter agido em conformidade com os seus deveres, juntamente com a equipa, partilhando um parecer da Associação Britânica de Medicina do Desporto e Exercício que sustenta que os médicos devem entrar em campo mediante autorização do árbitro.
“Portanto, é mesmo simples. O árbitro Michael Oliver chamou-nos duas vezes, o jogador Eden Hazard pediu assistência médica, estabelecemos contacto visual da linha lateral e ele confirmou que precisava de assistência médica, duas vezes. Nesse momento, as minhas mãos estão atadas como profissional de saúde”, concluiu.