quinta-feira, 16 abr. 2026

Seis condenados por corrupção desportiva em jogo da distrital de Aveiro

Tribunal condena seis arguidos por corrupção agravada em jogo do campeonato distrital de Aveiro, envolvendo tentativa de aliciamento de jogadores e influência no resultado da partida.
Seis condenados por corrupção desportiva em jogo da distrital de Aveiro

O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou seis arguidos por corrupção desportiva agravada num caso relacionado com um jogo do campeonato distrital da Associação de Futebol de Aveiro.

Entre os condenados estão três jogadores de futebol, um antigo dirigente da Associação Desportiva e Cultural de Lobão, o filho do então presidente do clube e um empresário.

As penas aplicadas variam entre um ano e quatro meses e um ano e meio de prisão, mas todas foram suspensas na sua execução. O clube também estava acusado no processo, mas acabou por ser absolvido.

Tentativa de aliciamento antes do jogo Lobão–Mansores

O caso remonta à época 2022/23, antes do encontro entre o Lobão e a União Desportiva de Mansores, referente à última jornada da primeira fase do campeonato SABSEG da associação distrital.

Segundo o tribunal, na semana que antecedeu o jogo os arguidos contactaram cinco jogadores do Mansores, tentando convencê-los a prejudicar a própria equipa para facilitar a vitória do Lobão.

A três desses atletas terão sido oferecidas quantias entre 500 e 3.000 euros para influenciarem o resultado da partida. Dois jogadores recusaram de imediato participar no esquema.

O jogo, disputado a 5 de fevereiro de 2023 em Arouca, terminou com vitória do Lobão por 2-0, resultado que garantiu ao clube o quarto lugar e a última vaga para a fase de apuramento de campeão e subida ao Campeonato de Portugal.

Investigação começou após denúncia do Mansores

Dias depois da partida, o Mansores apresentou uma participação à Associação de Futebol de Aveiro denunciando a alegada tentativa de corrupção.

A denúncia deu origem a uma investigação da Polícia Judiciária, que culminou com a detenção do então diretor desportivo do Lobão.

Durante o julgamento, os seis arguidos confessaram integralmente e sem reservas os factos, tendo o ex-dirigente e o filho do antigo presidente do clube afirmado que agiram por iniciativa própria, sem ordens externas.

Na altura em que o caso se tornou público, o presidente do Lobão negou qualquer envolvimento do clube e chegou a oferecer um prémio a quem identificasse o autor da denúncia sobre a alegada tentativa de aliciamento de jogadores adversários.