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Os Jogos Paralímpicos de Inverno já começaram e, como os Jogos Olímpicos que os antecederam, já estão a dar que falar.
A equipa ucraniana começou em grande, com um segundo lugar no quadro de medalhas alcançadas pelos seus atletas após três dias de competição. Mas o mais surpreendente vem de uma revelação de um dos atletas da seleção.
Maksym Murashkovsky, segundo lugar no biatlo masculino para atletas com deficiência visual, revelou que o seu treinador é o sistema de Inteligência Artificial da OpenAI, ChatGPT. “Nos últimos seis meses, tenho treinado com o ChatGPT”, disse. “Não era apenas sobre táticas. Era metade do meu plano de treino, motivação, etc. Era, portanto, um volume enorme de todo o meu treino. Usei-o como psicólogo, treinador e, por vezes, como médico", revelou, citado pelo jornal britânico The Guardian.
O ucraniano de 25 anos explicou que o sistema permite novas técnicas de treino. “Acredito nele, é uma tecnologia revolucionária”, garantiu.
Murashkovsky fez ainda a comparação com a forma como estes sitemas são usados durante o conflito com a Rússia no seu país. “Infelizmente, vemos isso na esfera militar e em contextos negativos. Mas é como na química ou na biologia: alguém pode usar para algo bom ou para algo mau. Eu uso para aprender, para línguas, para alguns dos meus projetos, em química, biologia e desporto", afirmou.
Desde o dia 6 de março, início da competição, a Ucrânia conquistou 10 medalhas. Maksym Murashkovsky vai voltar a competir esta terça-feira na prova de esqui de fundo para atletas com deficiência visual.