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A Agência Mundial Antidopagem (WADA) abriu uma investigação a atletas olímpicos da modalidade de salto de esqui na sequência de alegações sobre um alegado recurso a injeções de ácido hialurónico no pénis com fins competitivos - semelhante à prática de doping.
A informação foi avançada pelo jornal alemão Bild, que noticiou que alguns atletas estariam a recorrer a este procedimento para alterar as medidas corporais e, dessa forma, obter vantagens na adaptação dos fatos utilizados nas provas. O caso ficou conhecido mediaticamente como “Penisgate”.
Segundo o mesmo jornal, o objetivo das injeções seria aumentar a área da região pélvica, permitindo que os equipamentos, feitos à medida, apresentassem uma superfície maior, melhorando a aerodinâmica. No salto de esqui, os fatos são ajustados com base em digitalizações corporais certificadas pela Federação Internacional de Esqui, sendo a aerodinâmica um fator decisivo para o desempenho. Uma maior área poderia, teoricamente, prolongar o tempo de voo dos atletas.
Questionado sobre o tema, o diretor da WADA, Oliver Niggli, afirmou, numa conferência de imprensa em Milão, que não tinha conhecimento prévio sobre qualquer ligação entre este tipo de procedimento e a melhoria de rendimento desportivo. Ainda assim, admitiu que o organismo irá analisar as denúncias caso exista enquadramento no âmbito das regras antidopagem.
Especialistas alertam, por sua vez, para os riscos associados a este tipo de intervenção. Ao jornal The Guardian, o cirurgião Eric Chung explicou que o ácido hialurónico é frequentemente utilizado em tratamentos estéticos, incluindo procedimentos de aumento peniano, mas pode provocar efeitos secundários como dor, inflamações ou disfunções sexuais.
Este não é o primeiro episódio relacionado com alterações corporais para fins competitivos na modalidade. Em 2025, os atletas noruegueses Marius Lindvik e Andre Forfang foram suspensos durante três meses depois de se apurar que tinham modificado discretamente os fatos na zona genital durante um campeonato mundial.