quinta-feira, 11 jun. 2026

O sonho da maglia rosa continua: Afonso Eulálio ileso no caos da volta a Itália

Num dia em que o piso escorregadio de Nápoles ditou o pânico e o azar para muitos, o jovem português da Bahrain Victorious soube manter-se e continuar com a camisola rosa mais cobiçada de Itália.
O sonho da maglia rosa continua: Afonso Eulálio ileso no caos da volta a Itália

Afonso Eulálio, o ciclista figueirense de 24 anos a correr pelas cores da Bahrain Victorious, continua a viver o sonho na 109.ª edição da Volta a Itália. Numa sexta etapa que culminou num final caótico marcado por uma queda aparatosa a 300 metros da meta em Nápoles, o português cumpriu o objetivo principal do dia: chegar completamente ileso e evitar sobressaltos. 

Numa jornada onde a vitória sorriu ao italiano Davide Ballerini após um deslize dos favoritos ao sprint, Eulálio cortou a linha de meta de forma segura, integrado no pelotão. O ciclista luso chegou lado a lado com o dinamarquês Jonas Vingegaard , sendo-lhe creditado o mesmo tempo do vencedor da tirada. 

Este desfecho permitiu que a emblemática ‘maglia rosa’  ficasse com o ciclista português. A sua liderança na classificação geral continua sólida e com margens confortáveis para os perseguidores diretos: Eulálio tem 02m51s de avanço sobre o espanhol Igor Arrieta (UAE Emirates) e 03m34s sobre o italiano Christian Scaroni (XDS Astana), que fecha o pódio. 

Ainda mais relevante para as contas da prova é a vantagem do ciclista figueirense que segura o fator da liderança da classificação geral com uma margem confortável superior a Jonas Vingegaard, grande candidato à vitória final, que está situado a precisamente 06m22s da camisola rosa.

Para além disso entre os restantes portugueses que também participam, Afonso Eulálio assume o claro destaque, com o Nelson Oliveira a ocupar a 58.ª posição na tabela geral, a 20m01s do líder, tendo sofrido uma pequena queda na etapa. E o jovem António Morgado no 136.º lugar, a 44m43s, depois também do atraso sofrido devido a envolvimento em quedas coletivas. 

No entanto, o verdadeiro teste à resistência do líder da prova chega esta sexta-feira, os ciclistas começam a pedalar em Formia e vão passar pelo temido alto do Blockhaus. É exatamente a etapa mais longa da última década na prova, totalizando 244 quilómetros de extensão e terminando com uma duríssima subida de 13,6 km a uma média de 8,4% de inclinação.