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Frederico Varandas ganhou novamente as eleições do Sporting com uma larga percentagem de 89,47%, partindo agora para um terceiro mandato até março de 2030. Bruno Sorreluz sai assim das eleições com uma percentagem de 6,28%.
O antigo diretor clínico dos "leões" somou 67.106 votos contra 919 do empresário.
A eleição contou com a participação de 18.268 adeptos, dos 75.817 que reuniam as condições para exercer este direito.
Os sócios votavam apenas numa lista para exercer os três órgãos sociais do clube (Mesa da Assembleia Geral, Conselho Diretivo e Conselho Fiscal e Disciplinar).
Posto isto, com a terceira vitória de Varandas, a equipa mantém-se quase a mesma, à exceção do presidente da Mesa da Assembleia Geral: Pedro Almeida Cabral vem agora substituir João Palma.
O discurso da vitória
Frederico Varandas, de 46 anos, apareceu no hall vip de Alvalade já perto da meia noite deste domingo. "A primeira palavra vai para o concorrente, Bruno Sá. Sócio do Sporting que se entendeu candidatar. Quando se vem a jogo com a intenção de fazer algo pelo clube nunca se perde. O seu espírito de luta independentemente do resultado. A segunda para os sócios. A conclusão que tiro é que é um clube de sócios felizes com o seu clube. Por viverem uma das melhores fases da história do Sporting. Que vive dos seus sócios, da felicidade dos seus sócios. Estas eleições demonstraram o que os sócios querem. Vencemos por quase 90 por cento, muito orgulho, muita responsabilidade, mas também a humildade de termos vencido com este resultado expressivo. Vencer por 90 ou 51 é a mesma coisa. A humildade e a missão é a mesma", começou por dizer.
Em termos de número de votos, Frederico Varandas somou mais agora do que em 2022. "Isso tem a ver do resultado do trabalho desta direção. Mais votaram, porque mais sócios existem. A responsabilidade é a mesma. Não vou dormir eufórico, porque me lembro de há 8 anos estar lá fora muito feliz e já estava focado na missão que era colocar onde o Sporting está", sublinhou, garantindo o foco nos próximos quatro anos de mandato.
"Vivemos momento de tranquilidade, Feliz pelo número de sócios, muitos votaram. O que é importante é sentirem que é um clube estável, algo que não foi durante décadas. O mérito disso é dos sócios. E são eles o garante desta estabilidade. A duração média antes de aqui chegarmos era de dois anos e pouco. Era uma loucura", relembra, reiterando ainda que "é preciso recuar décadas" para ver uma direção há 12 anos num clube, como a sua.
O presidente dos verde e brancos falou ainda de dois pontos que considera fundamentais para resumir o seu objetivo com um novo mandato. "Se puder resumir o que quero no Sporting… dois pontos: vencer títulos e a segunda crescer no número de sócios. Para isso acontecer é preciso crescer noutros setores, como a experiência do adepto, património, de vitórias e aumento de receitas".
Frederico Varandas voltou a não falar da renovação de Rui Borges, garantindo que a sua recandidatura está focada nos processos de qualificação do Estádio de Alvalade que, espera, estarem concluídos em 2029. Para terminar, garantiu estar "profundamente cansado". "Quando estamos aqui… não pensamos no Frederico Varandas. O que quero fique na memória de todos é que desde 2018 a 2030 ganhou e cresceu muito", terminou.