Há estreias difíceis de esquecer. A de Djibril Sidibé pelo Le Mans será certamente uma delas, mas não pelas razões que o defesa francês de 34 anos desejaria.
Campeão do mundo pela França em 2018, Sidibé entrou em campo aos 68 minutos do encontro frente ao Rennes, no domingo, para fazer a primeira aparição com a camisola do novo clube. Pouco mais de 40 segundos depois, já estava a caminho dos balneários.
O jogador recebeu cartão vermelho direto depois de uma entrada sobre Estéban Lepaul, avançado do Rennes. O mais insólito é que Sidibé nem sequer chegou a tocar na bola antes de ser expulso.
Uma estreia que durou menos de um minuto
Sidibé tinha acabado de substituir Lucas Calodat quando surgiu a ocasião que acabaria por ditar o seu destino no encontro.
Num lance a meio-campo, o internacional francês chegou atrasado ao duelo com Lepaul e acabou por atingir a zona do tornozelo do jogador do Rennes com a sola da bota.
O árbitro Romain Lissorgue considerou a entrada suficientemente grave para mostrar o cartão vermelho direto. Não houve necessidade de intervenção do VAR para alterar a decisão.
Entre a entrada em campo e a expulsão passaram 43 segundos, segundo os dados divulgados pela Opta e pela imprensa francesa.
A situação foi particularmente insólita porque Sidibé ainda nem tinha conseguido participar efetivamente no jogo. Entrou aos 68 minutos e saiu praticamente no minuto seguinte.
Novo recorde na Ligue 1
A expulsão não foi apenas uma estreia invulgar. Também entrou para os registos do campeonato francês.
De acordo com a Opta, Sidibé passou a ser o jogador lançado como suplente que foi expulso mais rapidamente na Ligue 1 desde pelo menos 2006/07.
O defesa ultrapassou o anterior registo de Benjamin Mendy, que tinha visto o cartão vermelho 47 segundos depois de entrar em campo pelo Marselha, num jogo frente ao Toulouse, em 2015.
Yohan Cabaye completa o pódio, com uma expulsão 52 segundos depois de ter entrado pelo Lille, em 2009.
O recorde absoluto de expulsão mais rápida na Ligue 1, contudo, pertence a Jean-Clair Todibo. O defesa foi expulso apenas nove segundos depois do apito inicial, mas tinha sido titular nesse encontro, pelo que não entra na classificação específica dos jogadores que começaram a partida no banco.
Sidibé não foi culpado pela derrota, diz o treinador
A expulsão aconteceu numa altura particularmente delicada para o Le Mans.
A equipa tinha conseguido recuperar de uma desvantagem de 2-0 e chegado ao empate, mas ficou reduzida a dez jogadores durante a parte final do encontro.
Apesar disso, Patrick Videira, treinador do Le Mans, recusou apontar responsabilidades ao internacional francês.
“Não perdemos por causa do Djibril”, afirmou o técnico, que considerou o episódio uma situação própria de um jogo e defendeu o seu jogador, segundo a Eurosport.
O treinador reconheceu que gostaria de ter tido uma estreia diferente para Sidibé, mas lembrou também a experiência acumulada pelo defesa ao longo da carreira.
Sidibé chegou ao Le Mans este verão, depois de duas temporadas no Toulouse, com a missão de acrescentar experiência a um plantel jovem. O internacional francês conta ainda com uma longa passagem pelo Monaco e integrou a seleção francesa que conquistou o Campeonato do Mundo de 2018, na Rússia.
Rennes vence no fim
Mesmo em inferioridade numérica, o Le Mans conseguiu manter o encontro equilibrado durante boa parte da reta final.
O Rennes acabou, contudo, por garantir a vitória por 3-2, com Estéban Lepaul a marcar de grande penalidade já nos descontos. O avançado, que esteve envolvido no lance que terminou com a expulsão de Sidibé, foi também decisivo no resultado, ao marcar dois golos durante a partida.
Para Sidibé, ficou uma estreia que dificilmente poderia ter sido mais curta.