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Quem vir as imagens, é capaz de duvidar depois de saber que a seleção do Chile não é uma das 48 que vão competir no Mundial de Futebol 2026, que arranca já no dia 11 de junho.
No último domingo, a autarquia de La Florida, na região de Santiago, disponibilizou o Estádio Bicentenário para receber mais de oito mil pessoas numa iniciativa que promove a troca de cromos da cadenerta de futebol, que se estende a outros municípios do país.
A iniciativa fez furor nas redes sociais, com vários utilizadores a quererem replicar o convívio.
Os bilhetes para o encontro eram gratuitos, o que atraiu ainda mais colecionadores - e não só do Chile. Fãs da caderneta e da competição vieram da Argentina, país vizinho, para participar na iniciativa inédita.
O jornal El País revela que, sem a seleção do Chile presente, os cromos mais requisitados seguem a mesma tendência que noutros países: Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappé.
"Vemos como milhares de crianças, jovens e famílias se reúnem em praças ou em diferentes espaços para trocar cromos, muitas vezes expondo-se a aglomerações ou a locais que não contam com a segurança adequada. Por isso, quisemos abrir o Estádio Bicentenário de La Florida, que é um dos cenários mais simbólicos e ligados ao futebol do nosso município, para transformá-lo num grande ponto de encontro seguro para todos aqueles que desejam viver essa experiência do Mundial 2026", explicou Daniel Reyes, presidente da Câmara de La Florida e responsável pela iniciativa.
O elevado custo para completar a caderneta é um dos fatores que motiva estes encontros: o professor de matemática na Universidade de Cardiff, Paul Harper, traduziu a realidade de converter saquetas de cromos em euros. Segundo a sua extrapolação, serão necessários sete mil cromos para completar a coleção. Isso daria um total de mil saquetas, o que corresponde a 1.500 euros.