O futebol despede-se esta sexta-feira de um dos seus nomes mais marcantes. Franco Baresi, histórico capitão do AC Milan e antigo internacional italiano, morreu aos 66 anos, confirmou o clube italiano, que o descreveu como um dos maiores símbolos da sua história.
"Anunciar a perda de alguém que personificava o coração e a alma do AC Milan é incrivelmente difícil.", pode ler-se no início do comunicado. "Em memória do Franco, permanecemos unidos, sabendo que ele nos guiará e impulsionará ao longo de toda a nossa jornada Rossoneri. Para sempre. Porque Baresi é eterno."
Muito mais do que um jogador de exceção, Baresi tornou-se uma referência de lealdade num desporto cada vez mais marcado pelas mudanças de clube. Durante duas décadas (1977-1997) vestiu apenas a camisola do AC Milan, transformando-se no rosto de uma das equipas mais dominadoras da Europa no final dos anos 80 e início dos anos 90.
O capitão de uma geração histórica
Foi aos 17 anos que se estreou pela equipa principal do Milan. A partir daí construiu um percurso raro no futebol moderno: nunca representou outro clube.
Como capitão, liderou uma geração que conquistou seis campeonatos italianos, três Taças dos Campeões Europeus, duas Taças Intercontinentais e várias supertaças nacionais e europeias, afirmando-se como um dos principais rostos da era dourada dos Rossoneri.
A sua influência ultrapassava as qualidades defensivas. Baresi destacou-se pela capacidade de antecipação, pela organização da linha defensiva e por uma liderança discreta, mas respeitada por colegas e adversários.
Também deixou marca na seleção italiana
Ao serviço da seleção italiana somou mais de 80 internacionalizações e integrou a equipa que conquistou o Campeonato do Mundo de 1982.
Doze anos mais tarde voltou a assumir um papel determinante ao liderar a Itália até à final do Mundial de 1994, nos Estados Unidos. Apesar da derrota frente ao Brasil no desempate por grandes penalidades, a sua prestação ficou na memória depois de ter recuperado em tempo recorde de uma grave lesão no joelho para disputar a decisão.
Um legado que ultrapassa os títulos
Quando pendurou as botas, em 1997, o AC Milan retirou definitivamente a camisola número 6, uma distinção reservada aos jogadores que marcaram de forma indelével a identidade do clube.
Nos anos seguintes continuou ligado ao Milan em funções diretivas e manteve uma presença regular junto da equipa e dos adeptos.