Portugal é uma das 12 seleções convidadas para participar na primeira edição da Nations Cup, que decorre entre julho e novembro deste ano. A competição é composta por dois grupos de seis países do segundo escalão do râguebi mundial (Tier 2) já qualificados para o Campeonato do Mundo de 2027, que se realiza na Austrália. O grupo A (Américas e Pacífico) é formado pelo Canadá, Chile, Samoa, Tonga, Uruguai e Estados Unidos. O grupo B (Europa, Ásia e África) compreende Portugal, Geórgia, Hong Kong, Roménia, Espanha e Zimbabwe. Cada seleção defronta as equipas do grupo oposto. No final, o vencedor de cada grupo é declarado campeão da Nations Cup 2026. O objetivo deste torneio é permitir jogos internacionais com regularidade, aumentar a competitividade das equipas frente a adversários com diferentes estilos de jogo e criar novas oportunidades comerciais.
A seleção nacional está numa fase de crescimento internacional, como ficou demonstrado com a conquista do título no Rugby Europe Championship em março deste ano, e encara esta participação como um passo importante na preparação para o próximo Mundial. Na primeira jornada, os ‘Lobos’ perderam com os Estados Unidos pela diferença mínima (29-30), foi uma partida repleta de ação e um teste exigente para a equipa orientada por Simon Mannix.
No dia do 250.º aniversário da Independência dos Estados Unidos, Christopher Hilsenbeck foi o herói dos ‘Eagles’ ao converter os pontapés de penalidade que garantiram a vitória. Portugal foi uma equipa equilibrada, com um alinhamento sólido e eficaz e um jogo de pontapé forte, mas cometeu demasiadas faltas, a única maneira de parar uma seleção fisicamente poderosa.
A partida começou bem para a equipa portuguesa que, aos 23 minutos, já tinha marcado três ensaios. A resposta dos norte-americanos surgiu de imediato e beneficiaram do cartão amarelo mostrado a Duarte Torgal e da expulsão de Manuel Vareiro. A superioridade numérica permitiu aos Estados Unidos marcarem dois ensaios e chegar ao intervalo em vantagem (21-19).
A segunda parte foi equilibrada, sobretudo depois de as duas equipas voltarem a estar em igualdade numérica. Os ‘Lobos’ ficaram em vantagem com o quarto ensaio, mas nova expulsão e o elevado número de penalidades cometidas ofereceram pontos ao adversário que, a um minuto do fim, passou para a frente do marcador com um pontapé livre a mais de 30 metros dos postes. Portugal marcou mais ensaios do que o adversário (quatro contra três), mas também cometeu mais faltas e isso fez toda a diferença. Manuel Cardoso Pinto foi a estrela do jogo ao marcar os quatro ensaios.
A seleção nacional realiza mais dois jogos nesta primeira fase da Nations Cup. No domingo, defronta o Canadá, e, dia 18, joga com o Tonga. A janela de novembro será anunciada posteriormente e decorrerá na Europa e Ásia. «São jogos importantes, desafiantes e esta é a única oportunidade que temos para fazer uma digressão antes do Mundial. Vamos aprender mais sobre nós próprios e sobre a forma como vivemos juntos enquanto equipa», sublinhou o selecionador Simon Mannix.
Elite mundial
Em simultâneo com a Nations Cup, realiza-se a primeira edição da Nations Championship com a presença das melhores seleções dos hemisférios Norte e Sul, que integram o Tier 1. É a primeira vez que uma competição reúne os dois hemisférios e 12 equipas que têm os melhores jogadores do mundo. É disputada em seis jornadas, com três jogos em julho e três em novembro, que recuperam velhas rivalidades entre nações e prometem muita competitividade na preparação para o Mundial do próximo ano.
Os representantes do Hemisfério Norte são: Inglaterra, França, Irlanda, Itália, Escócia e País de Gales; o grupo do Hemisfério Sul é composto pela Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Japão e Fiji. Cada nação joga contra as seis equipas do outro grupo na janela de julho a novembro, e as finais têm lugar em Londres, entre 27 e 29 novembro. A competição é bianual, realizando-se nas épocas em que não há Campeonato do Mundo de râguebi.
A primeira jornada teve algumas surpresas, casos da vitória da Escócia sobre a Argentina (47-38) e do triunfo folgado da África do Sul frente à Inglaterra (45-21). A África do Sul, País de Gales, Escócia, Irlanda e Nova Zelândia lideram com cinco pontos. Os dois hemisférios estão empatados com três vitórias cada, mas o hemisfério Sul leva vantagem nos ensaios marcados (28 contra 26) e nos pontos acumulados (199 contra 182).