segunda-feira, 14 set. 2026

“Já não tenho mais nada para dar”. Lionel Messi anuncia o adeus à seleção argentina

Aos 39 anos, o capitão argentino fecha um capítulo de mais de duas décadas ao serviço da seleção. Na mensagem de despedida, Messi recorda os momentos vividos com a camisola da Argentina, agradece o apoio dos adeptos e admite que a decisão “doeu e que ainda dói na alma”.
“Já não tenho mais nada para dar”. Lionel Messi anuncia o adeus à seleção argentina

Lionel Messi anunciou o adeus à seleção argentina, numa decisão que diz ser dolorosa mas que considera inevitável. O jogador, de 39 anos, deixa a equipa nacional depois de mais de duas décadas e de conquistar, entre outros títulos, o Mundial de 2022 e duas Copas América.

“Depois de todo este tempo que passou desde a final, depois de pensar muito nisso, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção”, escreveu Messi numa publicação nas redes sociais, na qual explica as razões que o levaram a tomar a decisão.

O anúncio surge um mês e 12 dias depois da derrota da Argentina frente à Espanha, por 1-0, na final do Mundial 2026. Messi garante que a decisão foi ponderada e admite que não foi fácil.

“Foi uma decisão que doeu e que ainda dói na alma, mas compreendo que chegou a hora”, afirmou o futebolista, que se estreou pela seleção argentina em 17 de agosto de 2005, com apenas 18 anos.

“Sempre dei tudo por esta camisola”

Ao longo da mensagem, Messi fez questão de sublinhar a relação que manteve com a seleção e com os adeptos argentinos durante os 21 anos de carreira internacional.

“Juro-vos que sempre dei tudo de mim, não só nos últimos anos em que ganhámos tudo, mas também antes; e sempre lutei e dei tudo por esta camisola”, escreveu.

O jogador recordou também o desejo de proporcionar momentos de felicidade aos adeptos e de contribuir para o orgulho nacional através do futebol.

“Sempre lutei e dei tudo por esta camisola, para vos proporcionar alegrias e fazer com que se sintam orgulhosos de serem argentinos através do futebol”, acrescentou.

Messi reconhece que ainda havia muito por disputar, mas entende que o seu ciclo chegou ao fim.

“Falta pouco e as etapas vão-se fechando, e esta é uma que me dói muito. Amo, amei e amarei sempre fazer parte da Seleção”, escreveu.

Aos 39 anos, o avançado admite que sente já não ter mais para oferecer à equipa nacional e aponta para a nova geração que se aproxima.

“Dei tudo de mim, já não tenho mais nada para dar e, além disso, vêm por aí jovens muito talentosos que merecem estar lá”, explicou.

“Agora vou ser mais um de vós”

Messi agradeceu ainda o apoio recebido ao longo de duas décadas e confessou que vai sentir a falta da ligação direta com os adeptos durante os jogos.

“Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de vos ouvir a partir de dentro”, afirmou.

Apesar de abandonar a seleção, deixa claro que continuará a acompanhar a equipa. “Agora vou ser mais um de vocês, a torcer e a apoiar sempre de fora (nos bons e nos maus momentos, ainda mais)”, escreveu.

O argentino dedicou também palavras à família, aos treinadores, colegas e dirigentes que fizeram parte do percurso internacional.

“Obrigado à minha família por estar sempre presente, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil”, afirmou, antes de agradecer “a cada um dos treinadores, colegas e dirigentes” com quem partilhou a carreira na seleção.

“Obrigado, Deus, por me teres feito argentino”

A despedida termina com uma referência direta ao orgulho que Messi sente pela sua nacionalidade e pelo percurso que teve com a seleção.

“Vou-me embora com a tranquilidade e o orgulho de vos ter proporcionado, juntamente com os meus colegas, momentos de sonho. Foi uma loucura ter vivido isto convosco. Adoro-vos!”, escreveu.

E deixou uma última mensagem: “Obrigado, Deus, por me teres feito argentino. Força, Argentina!”

Messi acrescentou uma nota à publicação para explicar o momento em que escreveu originalmente a mensagem. “Escrevi estas palavras a 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou ainda mais convencido do que antes.”

Com 207 internacionalizações, 125 golos e 66 assistências, Messi deixa a seleção argentina como recordista nos três indicadores. Ao serviço da Argentina, conquistou o Mundial de 2022, as Copas América de 2021 e 2024 e a Finalíssima de 2022.