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O presidente da FIFA defendeu o levantamento da proibição que impede as equipas russas de participarem em competições internacionais de futebol desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022. Gianni Infantino considera que o boicote “não conseguiu nada”.
“Este boicote não conseguiu nada, só criou mais frustração e ódio. Que os meninos e as meninas da Rússia possam jogar futebol em outras partes da Europa pode ajudar”, afirmou Infantino, em entrevista ao canal britânico Sky.
Segundo o dirigente máximo do futebol mundial, o regresso da Rússia às competições internacionais deveria começar, “pelo menos, nas categorias inferiores”. Infantino acrescentou ainda que um eventual veto a equipas israelitas, devido à guerra na Faixa de Gaza, seria “uma derrota”.
“Deveríamos assegurar nos nossos estatutos que nenhum país possa ser vetado de jogar futebol pelos atos dos seus líderes políticos”, defendeu o presidente da FIFA.
Na mesma entrevista, Infantino defendeu a atribuição do primeiro Prémio da Paz da FIFA ao presidente dos EUA, Donald Trump, elogiando o seu papel em processos diplomáticos internacionais.
“Obviamente que o merece. E não o digo apenas eu: uma vencedora do Prémio Nobel da Paz [a venezuelana María Corina Machado] também o disse. Ele [Trump] tem sido uma parte instrumental na resolução de conflitos e em salvar milhares de vidas”, afirmou.
Os EUA vão acolher, juntamente com o México e o Canadá, o Mundial2026, a primeira edição da prova com 48 seleções.