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Uma fotografia tirada no Mundial 2026 está a gerar polémica. Jude Bellingham, médio da seleção inglesa, foi fotografado a cobrir a boca enquanto conversava com o adversário Jordan Ayew, do Gana, no jogo da segunda jornada do Grupo L.
Recorde-se que foi implementada uma lei da FIFA, com efeito já neste Campeonato do Mundo, que proibe os jogadores de tapar a boca enquanto falam com o adversário, sob pena de expulsão do jogo. Esta nova regra foi criada após a polémica no jogo do Benfica frente ao Real Madrid, após Gianluca Prestianni ter alegadamente proferido comentários racistas contra Vinicius Jr. no jogo da Liga dos Campeões.
A regra até já foi invocada após Miguel Almirón, jogador do Paraguai, ter colocado a mão á frente da boca enquanto falava com um jogador da Turquia no final da semana passada. O árbitro assistente de vídeo (VAR) interviu para apresentar o cartão vermelho.
A questão mantém-se: porque é que Bellingham não foi expulso?
E a resposta da FIFA foi simples: "Se a conversa for amigável, eles podem continuar".
Ainda antes da competição, o responsável pelos árbitros da FIFA foi claro: "Os jogadores podem continuar a cobrir a boca com o braço ou com a camisola porque podem conversar com amigos. É normal". A expulsão pode ocorrer apenas "quando a conversa é de confronto", acrescenta, citado pela BBC. "Cobrir a boca significa que está a fazer algo muito errado [em caso de confronto], potencialmente, e a sanção é o cartão vermelho", explica Pierluigi Collina.
Qual foi a diferença entre Bellingham e Almirón?
O contexto do momento do jogo é importante. Antes da conversa entre Almirón e o jogador turco, Isidro Pitta, do Paraguai, tinha caído e alegado que seria falta do turco Ismail Yuksek.
O conflito instalou-se entre os dois grupos de jogadores. Foi nesse momento que Almirón tapou a boca ao falar com Mert Muldur.
No entanto, a dúvida sobre a legitimidade da regra mantém-se, uma vez que muitos adeptos alegam que Almirón, por exemplo, não estava com uma postura agressiva, sugerindo que possam haver jogadores que usam esse "trunfo" para expulsar adversários.
Contudo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino sublinhou na passada terça-feira: "Se não têm nada a esconder, não cubram a boca quando falam com alguém. As regras foram muito claras para todos".