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De equívoco em equívoco, o Benfica não vai ao Marquês de Pombal desde 2022/23. Pior, nos últimos sete anos só venceu um campeonato. Pegando nas palavras de José Mourinho, o empate com o Casa Pia (1-1) colocou um ponto final nas ténues aspirações dos encarnados: «Perdemos as possibilidades de sermos campeões e não dependemos de nós para chegar ao segundo lugar», afirmou o técnico.
Mas não ficou por aqui e disse algo de muito grave: «Alguns não respiram futebol, parece-me que levam uma vida muito light. Tinha vontade de não fazer jogar mais alguns jogadores, mas outros valores se levantam, são ativos do clube e têm de ser valorizados».
Quando não conseguem ganhar a uma equipa que luta para não descer de divisão, a valorização é mínima. As suas palavras são assassinas para com Rui Costa, o responsável pelos 116,5 milhões de euros gastos esta temporada em reforços… que não servem para o Benfica de José Mourinho. A conferência de imprensa terminou com mais um momento surpreendente. «Gostava de continuar no Benfica», disse o técnico. Mas qual é a dúvida? Tem contrato com o clube até junho de 2027. A menos que saiba alguma coisa que o mundo do futebol ainda não sabe… É para ficar ou para sair? Com este plantel ou com limpeza de balneário? Os sócios continuam a assistir, angustiados, à descaraterização do Benfica, que mais parece um transitário de jogadores. Os títulos… ficam para os outros.