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Uma das filhas de Diego Maradona acusou a equipa médica que acompanhou o ex-futebolista de uma “manipulação total e horrível”, durante o julgamento que decorre na San Isidro, na Argentina.
Gianinna Maradona, de 36 anos, afirmou em tribunal que a família foi enganada nas semanas que antecederam a morte do antigo internacional argentino, ocorrida a 25 de novembro de 2020.
“A manipulação foi absoluta e horrível. Sinto-me uma idiota. Confiei nestas pessoas e tudo o que fizeram foi manipular-nos”, declarou, dirigindo-se a alguns dos sete profissionais de saúde acusados no processo.
Equipa médica sob julgamento
No banco dos réus estão um médico, um psiquiatra, um psicólogo e vários enfermeiros, suspeitos de responsabilidade na morte de Diego Maradona, que faleceu aos 60 anos devido a uma crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar.
O ex-jogador encontrava-se em recuperação após uma cirurgia a um hematoma na cabeça, considerada sem complicações.
Durante o testemunho, Gianinna Maradona descreveu um ambiente em que a família, incluindo a irmã Dalma Maradona, se sentia desinformada e afastada das decisões clínicas.
“Diziam-nos para lhe dar espaço e não o pressionar. Que ele decidiria se precisava de ajuda médica”, relatou.
Defesa nega responsabilidades
Os arguidos rejeitam qualquer culpa, sustentando que a morte do antigo jogador resultou de causas naturais. Segundo a defesa, cada profissional atuou dentro da sua área de competência, afastando responsabilidades diretas.
Diego Maradona é considerado um dos maiores futebolistas de todos os tempos. Liderou a seleção da Argentina à conquista do Mundial de 1986 e teve uma carreira marcante em clubes como o SSC Napoli, onde venceu dois campeonatos italianos e uma Taça UEFA.
O julgamento prossegue, com o tribunal a tentar apurar se houve negligência médica nos cuidados prestados ao antigo jogador nas semanas que antecederam a sua morte.