terça-feira, 16 jun. 2026

Filas de espera, grupos de troca e quase mil cromos: a maior caderneta de sempre do Mundial está a ser um fenómeno em Portugal

Com 980 cromos — a maior coleção de sempre da competição — completar o a caderneta tornou-se quase uma missão para milhares de portugueses.
Filas de espera, grupos de troca e quase mil cromos: a maior caderneta de sempre do Mundial está a ser um fenómeno em Portugal

O Mundial de futebol deste ano é diferente: é a edição com mais seleções a disputar o troféu (48) e, consequentemente, com mais cromos para colar.

A rutura de stock em Portugal

Se a loucura pareciam ser o preço dos bilhetes, que aumentam cada vez mais no mercado de revenda, em Portugal o êxtase revelou-se na procura pela caderneta oficial da competição, com 122 páginas e um número inédito de 980 cromos para colecionar.

A procura pela caderneta é tão intensa que a rutura de stock tem sido o cenário mais provável, com papelarias a criarem listas de espera para os clientes que anseiam completar a coleção antes da bola começar a rolar.

Os valores para fazer a coleção

Mas mais cromos por colar também significa um preço mais elevado do que as edições anteriores: em 1970, bastavam 270 cromos. Em 2022, 670. Agora, um salto gigante para 980.

No entanto, não é apenas a quantidade de seleções e jogadores que está a aumentar o gasto com a coleção do Mundial: também as saquetas de cromos sofreram um aumento este ano, embora tragam mais dois cromos do que o habitual, passando a custar 1,50 euros.

O professor de matemática na Universidade de Cardiff, Paul Harper, traduziu a realidade de comprar saquetas de cromos para euros: seriam necessários mais de sete mil cromos para completar a coleção sem trocas - o que dá um total de mais de 1.500 euros.

Posto isto, completar a coleção, num cenário hipotético, sem cromos repetidos (que nunca acontece) ficaria um total de 210 euros. No entanto, colecionar cadernetas de cromos também tem a ver com a magia de saírem repetidos e os poderem trocar.

Os grupos de troca nas redes sociais

Portugal elevou isso a um outro patamar, com grupos nas redes sociais para troca de cromos - uma maneira sustentável de acabar a caderneta antes do dia 11 de junho, dia do primeiro jogo da competição.

As redes sociais estão inundadas de vídeos de casais que apelam aos seguidores que se juntem para esta prática.

Mas a loucura pela coleção, a penúltima da FIFA com a Panini, que anunciaram que, a partir do Mundial 2030, as cadernetas serão feitas pela Topps, não está a afetar apenas Portugal.

Na Argentina, milhares de pessoas reuniram-se em convívios para trocar cromos repetidos e tentar a sorte naqueles que são os mais especiais da coleção - os cromos de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé são os mais procurados.