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Durante duas semanas, o futebol saudita esteve à beira de um ataque de nervos com a greve de Cristiano Ronaldo, o jogador mais bem pago do mundo.
O capitão do Al Nassr recusou-se a jogar nas duas últimas partidas do campeonato por considerar que o Fundo de Investimento Público que gere as quatro principais equipas está a favorecer o Al Hilal no que diz respeito às transferências. Recorde-se que o Al Hilal gastou 70 milhões de euros no mercado de inverno, ao passo que o Al Nassr viu congelado o investimento em contratações.
As duas equipas estão separadas por apenas um ponto, com vantagem para o Al Hilal. Mas não foi só isso, Ronaldo queria também que fossem regularizados os ordenados em atraso de vários funcionários do clube e recebeu a garantia de que há dinheiro para pagar vencimentos até final da época. Depois, comprou uma ‘guerra’ em nome dos seus amigos José Semedo e Simão Coutinho, que tinham perdido os cargos de CEO e de diretor desportivo, respetivamente. Ambos recuperaram o seu posto na estrutura do Al Nassr.
Cristiano Ronaldo atingiu uma importância à escala global muito superior ao futebol saudita e este episódio confirma que o jogador português tem tanto peso dentro como fora de campo. Puxou dos galões de capitão e, mais uma vez, saiu a ganhar. Apesar de não jogar, Cristiano Ronaldo treinou normalmente e deve jogar amanhã, frente ao Al Fateh.