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O clássico entre FC Porto e Sporting voltou a ser marcado por tensão fora das quatro linhas, num ambiente que reflete o desgaste crescente na relação entre os presidentes dos dois clubes, André Villas-Boas e Frederico Varandas.
A relação entre os dois presidentes
Antes do mais recente clássico, realizado no Estádio do Dragão, mantinha-se a expectativa quanto à postura que os dois dirigentes iriam adotar. No entanto, rapidamente se percebeu a tensão quando Frederico Varandas se sentou numa zona distinta da tribuna, ao lado de várias figuras políticas e institucionais, mas longe do presidente do FC Porto.
Distúrbios durante a noite
A deslocação da comitiva leonina ao Porto ficou ainda marcada por vários episódios que motivaram desagrado entre responsáveis e adeptos do Sporting: durante a madrugada, registaram-se explosões de fogo de artifício junto ao hotel onde a equipa pernoitou, em Gaia, situação que já se tinha verificado em visitas anteriores.
As "cortinas escuras" na bancada de visitantes
Mas as queixas não ficam por aí: já no estádio, adeptos sportinguistas queixaram-se de que existiam "cortinas escuras" na bancada dos visitantes. O clube portista justificou essa decisão como uma intervenção técnica ligada ao sistema de som - no entanto, os adeptos do verde e branco relataram dificuldades em ouvir os seus próprios cânticos devido ao ruído proveniente das colunas e interpretaram esta como uma ação propositada.
Hjulmand e o Atlético de Madrid
Outras imagens que circulam nas redes sociais estão relacionadas com o capitão sportinguista Morten Hjulmand. Foi abordado por adeptos junto ao túnel de acesso ao relvado, que exibiam camisolas do Atlético de Madrid, clube recentemente associado ao jogador. Um dos equipamentos terá sido atirado na sua direção, acabando por ser entregue à segurança.
A retirada das bolas e toalhas nos minutos finais
Já nos minutos finais da partida, a retirada pelos apanha-bolas dos cones e bolas junto à baliza do Sporting, captada pela SportTV, gerou novas queixas. Esta é, de facto, uma medida imposta esta época pela Liga para evitar atrasos no recomeço do jogo. No entanto, também as toalhas do guarda-redes Rui Silva foram retiradas da zona da baliza, dificultando a sua preparação já que estas iriam servir para limpar as luvas numa noite de chuva intensa.
As ofensas a Frederico Varandas e o balneário aquecido
Durante o encontro, a claque Super Dragões exibiu uma faixa dirigida a Frederico Varandas com linguagem ofensiva, aumentando o clima de hostilidade. Na faixa podia ler-se a frase: "Se chamar ‘bandido’ não é crime, dizer que o Varandas é um filho da p*** é um elogio”. Após o jogo, circularam também imagens do balneário visitante, decorado com capas antigas do jornal O Jogo relacionadas com conquistas portistas, bem como relatos sobre a temperatura elevada do ar condicionado, sem conseguirem regular.
O FC Porto reagiu posteriormente, garantindo que a decoração do balneário não foi colocada propositadamente para o clássico, explicando que faz parte do circuito habitual de visitas ao estádio e ao museu, estando instalada desde setembro.