segunda-feira, 13 abr. 2026

Comité Olímpico Internacional decide que apenas "mulheres biológicas" podem competir nas provas femininas

As atletas serão sujeitas a um teste genético específico.
Comité Olímpico Internacional decide que apenas "mulheres biológicas" podem competir nas provas femininas

O Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou, esta quinta-feira, uma nova política de elegibilidade para os Jogos Olímpicos que limita a participação nas provas femininas apenas a atletas consideradas “mulheres biológicas” confirmadas através de um teste genético específico.

O teste de deteção do gene SRY, ligado ao desenvolvimento sexual masculino, é um exame genético que detecta a presença do cromossoma Y, usado para determinar o sexo biológico. Quem não apresentar o gene SRY será considerada elegível para competir na categoria feminina. O teste poderá ser feito através da saliva ou por amostra de sangue.

Esta regra aplica‑se a todas as provas femininas no programa olímpico, incluindo os Jogos de Los Angeles 2028 e edições futuras. A decisão surge depois de anos de debate e revisão das políticas de elegibilidade para atletas transgénero nas competições femininas.

"Nos Jogos Olímpicos, até as margens mais pequenas podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota. Por isso, é absolutamente claro que não seria justo que indivíduos do sexo biológico masculino competissem na categoria feminina.", afirma em comunicado a presidente do Comité Olímpico Internacional, Kristy Coventry.

Até agora, o COI permitia que atletas transgénero competissem nas categorias femininas desde que cumprissem certos critérios hormonais, como manter níveis de testosterona abaixo de determinados limites por um período de tempo antes da competição.

A nova regra representa, portanto, uma mudança: em vez de se basear em níveis hormonais ou na identidade de género declarada, a elegibilidade passará a depender de características biológicas fixas detectáveis através de testes genéticos, como a presença ou ausência do gene SRY.