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O número de consumidores lesados por burlas associadas à venda de cadernetas e cromos do Mundial 2026 continua a aumentar. De acordo com dados divulgados pelo Portal da Queixa, já foram registadas 203 reclamações relacionadas com este esquema fraudulento, que recorre a websites e anúncios falsos para enganar compradores.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a entidade refere que a situação representa uma “escalada significativa deste tipo de fraude”, depois de já ter emitido um alerta em maio sobre o surgimento destes esquemas.
Segundo o Portal da Queixa, os burlões utilizam frequentemente páginas que simulam lojas legítimas e recorrem à imagem de marcas reconhecidas para ganhar a confiança dos consumidores. Muitos destes anúncios são promovidos através das redes sociais.
A análise das reclamações mostra que vários consumidores apresentaram queixas dirigidas à Panini e contactaram também instituições bancárias numa tentativa de recuperar os montantes pagos. Os casos foram igualmente denunciados em plataformas como Facebook e Instagram, onde parte destes esquemas é divulgada.
Os relatos recebidos apresentam um padrão semelhante. Os consumidores são atraídos por campanhas aparentemente credíveis e confrontados com mensagens que apelam à urgência ou à escassez de stock. Depois de efetuarem o pagamento, muitas vezes através de meios digitais, não recebem qualquer confirmação da compra nem os produtos encomendados.
Perante o aumento das situações reportadas, o Portal da Queixa reforça a necessidade de adotar medidas preventivas nas compras online. Entre as recomendações estão a verificação da credibilidade dos websites, a validação das entidades de pagamento e a consulta de plataformas de reputação. A entidade destaca ainda a ferramenta gratuita 'Não Sejas Pato', que permite aos consumidores avaliar a fiabilidade de lojas online.
Os dados divulgados permitem também traçar o perfil dos consumidores afetados por estas burlas. Em termos geográficos, Lisboa lidera o número de reclamações, concentrando 21,77% dos casos reportados. Seguem-se os distritos do Porto, com 19,56%, e Setúbal, com 15,50%. Aveiro, Braga e Leiria apresentam igualmente valores superiores a 6%.
Relativamente ao género, o Portal da Queixa indica que existe uma “ligeira predominância do público feminino”, que representa 53,51% dos lesados, enquanto os homens correspondem a 46,49%.
Já quanto à idade, a faixa etária mais afetada situa-se entre os 45 e os 54 anos, representando 34,69% das reclamações. Seguem-se os consumidores entre os 35 e os 44 anos (29,15%) e os que têm entre 25 e 34 anos (15,87%).
Os dados revelam, segundo o comunicado, que este tipo de fraude afeta sobretudo adultos em idade ativa.