quarta-feira, 22 jul. 2026

Árbitro do Mundial barrado à entrada dos EUA. Somália fala em situação "lamentável"

A FIFA sublinha que não interfere nos processos de imigração, reiterando que os EUA não irão alterar a situação do árbitro.
Árbitro do Mundial barrado à entrada dos EUA. Somália fala em situação "lamentável"

O governo da Somália já se pronunciou sobre a proibição de entrada nos Estados Unidos imposta ao árbitro Omar Abdulkadir Artan, destacado para arbitrar o Mundial 2026. Seria o primeiro somali a arbitrar jogos do Mundial.

Em comunicado, o Ministério da Juventude e Desporto da Somália exigiu explicações, estando em cooperação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para "falar com as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA".

"Toda esta situação é lamentável" refere o comunicado, acrescentando que Artan "tem sempre representado o pais e o desporto somali com profissionalismo". Destacam ainda o "motivo de orgulho para todos os somalis" pela presença do árbitro numa competição deste calibre, "refletindo o crescimento sustentado do desporto no país".

Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, viu ser-lhe negada a entrada nos EUA, um dos três países anfitrião do Mundial 2026. "Apesar das circunstâncias, mantemos uma atitude positiva e estou centrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro", lamenta o árbitro em comunicado, desejando "muito sucesso" a todos os colegas árbitros da competição.

Em resposta, a FIFA confirmou que o árbitro somali não irá apitar nenhum jogo do Mundial por lhe ter sido proíbida a entrada nos Estados Unidos, sublinhando que "não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos", tendo sido informada que a situação de Artan não será alterada.