As longas filas de espera para entrar na Galeria dos Ofícios (Galleria degli Uffizi) em Florença podem ter os dias contados. Acaba de ser revelado um ambicioso plano de renovações no valor de 50 milhões de euros que prevê, entre outras melhorias, a aceleração do processo de entrada no museu. Atualmente, os visitantes sem bilhete pré-comprado chegam a esperar três horas para poderem ver obras-primas como O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli, a Madona do Pintassilgo, de Rafael, e a Vénus de Urbino, de Ticiano.
«O número de visitantes está a aumentar, por isso precisamos de os distribuir melhor para verem todas estas obras», disse o diretor da instituição, Simone Verde, ao jornal britânico The Times.
Cerca de três milhões de turistas visitam o museu anualmente - um número com tendência para crescer.
Um dos aspetos que não podem ser descurados é a segurança: recorde-se que, na noite de 27 de maio de 1993, um Fiat carregado com 250 quilos de explosivos rebentou junto ao edifício, numa vingança da máfia siciliana que matou cinco pessoas e destruiu várias obras de arte no interior.
A intervenção agora anunciada incidirá sobre diferentes aspetos: o acolhimento e gestão das multidões, a conservação do exterior do edifício e a climatização. Uma nova galeria exclusivamente dedicada aos Retratos de Homens e Mulheres Ilustres, de Andrea del Castagno, dará um novo protagonismo a esta série de frescos pintada no século XV para a Villa Carducci.
Além do edifício principal, que funciona como museu aberto ao público desde 1769, a Galeria dos Ofícios gere dois outros locais na capital toscana, o Palácio Pitti, que foi residência dos Medici e, no século XIX, do Rei Vítor Emanuel II, e os Jardins Boboli.