Desde 2016, ano em que se realizou a primeira edição da ARCOLisboa, que já não é preciso rumar a Madrid para tomar o pulso ao mercado da arte contemporânea. A nona edição do certame (não se realizou em 2020 e 2021, por causa da pandemia) reúne na Cordoaria Nacional 83 galerias de 17 países - há dez anos eram 45 galerias -, estando representados mais de 470 artistas. A grande maioria das galerias vem da Península Ibérica, embora também as haja de outras latitudes da Europa, dos EUA e América Latina (nomeadamente do Brasil), de África e da Ásia. E, porque é de arte contemporânea que falamos, a variedade de expressões também é enorme: das pinturas já quase clássicas de um veterano como Pedro Calapez a instalações como a ‘pirâmide’ de carcaças de Fábio Colaço (Bread to the People, na foto), apresentada pela ADN Galeria, de Barcelona. A feira abriu ontem portas com um programa intenso, que começou às 14h com as boas-vindas aos colecionadores, convidados de honra da festa, por assim dizer. A diretora da ARCO, a espanhola Maribel López, revelou que a organização convidou cerca de uma centena de colecionadores e meia centena de profissionais do meio (diretores de museus, curadores, etc.), segundo o DN «oriundos sobretudo de Espanha, Bélgica, França e Brasil, mas também Estados Unidos e Reino Unido». O objetivo, claro, é fomentar o negócio e, ao mesmo tempo, promover a descoberta de talentos e a internacionalização dos artistas portugueses. O Programa Internacional de Colecionadores prevê ainda um circuito de «visitas a instituições e coleções privadas». Também na Cordoaria, paralelamente à feira, há para ver uma exposição antológica de Jorge Martins, no Torreão Nascente, e uma coletiva, TRÊS. As coleções da Fundação EDP, para assinalar os 10 anos do MAAT, no Torreão Poente.
Quem não puder visitar a ARCO in loco pode fazê-lo virtualmente, através do link https://arcoviewingrooms.ifema.es/.