Os romances de José Saramago poderão deixar de integrar, de forma obrigatória, o programa de Português do 12.º ano, no âmbito de uma revisão curricular que está a gerar debate no setor da educação e no meio literário. A mudança não significa, para já, que o Nobel Português desapareça das salas de aula, mas poderá representar o fim da obrigatoriedade de leitura de obras como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis no ensino secundário.
Atualmente, as Aprendizagens Essenciais da disciplina de Português para o 12.º ano determinam o estudo de um “Romance de José Saramago”, apontando para as duas opções mencionadas acima: Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis.
Na prática, isso significaria que os professores poderiam continuar a trabalhar textos de Saramago, mas sem a obrigação formal de escolher um dos seus romances como leitura obrigatória.
Camilo Castelo Branco pode passar a leitura obrigatória.
A consulta pública das aprendizagens essenciais decorre até 28 de abril e o Governo qualificou esta iniciativa como uma "etapa de aperfeiçoamento e validação", de acordo com o Jornal de Notícias.