A música portuguesa perdeu um dos seus nomes mais respeitados. Hugo "Vicky" Marques, baterista que marcou mais de três décadas de carreira ao lado de alguns dos maiores artistas nacionais e internacionais, morreu aos 51 anos, vítima de doença prolongada.
A informação foi avançada pelo Expresso esta quinta-feira e desencadeou inúmeras manifestações de pesar no meio artístico.
Embora o grande público nem sempre lhe conhecesse o rosto, poucos músicos deixaram uma marca tão transversal na música portuguesa. O seu percurso levou-o dos palcos do rock e do pop às grandes salas de concerto do fado e do jazz, tornando-se uma referência para várias gerações de instrumentistas.
Uma carreira ao lado dos maiores nomes da música
Conhecido artisticamente como Vicky Marques, começou a tocar bateria ainda em criança e, desde muito cedo, fez da música o centro da sua vida. Aos 8 anos criou a sua primeira bateria com objetos domésticos e aos 13 anos integrava já a sua primeira banda. Poucos anos depois, começava a construir uma carreira profissional que o transformaria num dos bateristas mais requisitados do país.
Ao longo da carreira trabalhou com artistas como Mariza, Carminho, Ana Moura, João Pedro Pais, Paulo Gonzo, Mafalda Veiga, Maria João e Mário Laginha, Carlos Zíngaro, entre muitos outros. Colaborou igualmente com nomes internacionais, entre os quais Ivan Lins, John Stubblefield e Gilberto Gil, participando em gravações de estúdio e digressões internacionais.
Com Mariza realizou mais de 400 concertos espalhados pelos cinco continentes, passando por algumas das salas mais prestigiadas do mundo, como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, ou a Sydney Opera House, na Austrália.
Homenagens multiplicam-se
A notícia da morte provocou uma onda de reações nas redes sociais.
A cantora Áurea recordou o músico como alguém que "levava consigo o sorriso mais bonito" e agradeceu os momentos partilhados ao longo dos anos, descrevendo-o como "um dos bons". Também Mafalda Veiga lhe prestou homenagem, sublinhando a generosidade e a amizade que marcaram a relação entre ambos.
A Junta de Freguesia de Arruda dos Vinhos lamentou igualmente a perda, considerando que o baterista deixa um vazio tanto a nível cultural como na comunidade, destacando o seu papel enquanto impulsionador da Start-Up Cultural e mentor de novos artistas.