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Luís Represas, cantor e compositor, morreu esta quarta-feira aos 69 anos, vítima de doença prolongada.
Figura maior da música portuguesa contemporânea, Luís Represas preparava-se para assinalar, ao longo deste ano, cinco décadas de carreira, com um conjunto de concertos comemorativos, no Coliseu de Lisboa, do Porto e noutras salas do país, dedicados ao percurso que iniciou nos Trovante e consolidou como artista a solo.
A voz que marcou várias gerações
Nascido em Lisboa, a 24 de novembro de 1956, Luís Represas foi um dos fundadores dos Trovante, banda criada em meados da década de 1970 e que viria a tornar-se uma referência da música portuguesa após o 25 de Abril.
Como vocalista do grupo, ajudou a dar voz a temas que atravessaram gerações, entre os quais "125 Azul", "Perdidamente", "Timor", "Balada das Sete Saias" e "Saudade", canções que continuam a ocupar um lugar especial na memória coletiva dos portugueses.
Após a separação dos Trovante, em 1992, iniciou uma carreira a solo igualmente marcada pelo sucesso.
Uma carreira a solo repleta de êxitos
Em 1993 editou o primeiro álbum em nome próprio, dando início a um percurso que incluiu discos como "Represas", "Cumplicidades", "A Hora do Lobo", "Olhos nos Olhos", "Boa Hora" e, mais recentemente, "Miragem", lançado em 2024.
Ao longo da carreira colaborou com alguns dos maiores nomes da música lusófona, entre eles Pablo Milanés, Carlos do Carmo, Ivan Lins, Jorge Palma, Paulo Gonzo e Stewart Sukuma, construindo uma identidade musical que cruzava a tradição portuguesa com sonoridades do Brasil, Cuba e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).
Foi também a voz portuguesa de várias bandas sonoras da Disney, interpretando temas de filmes como "Tarzan" e "O Rei Leão 2".