Outrora o museu mais visitado do mundo, com seis a sete milhões de entradas anuais, o National Air and Space Museum (Museu Nacional do Ar e do Espaço), da Smithsonian Institution, em Washington D. C., tem vindo a perder capacidade de atração. Depois da pandemia, o número de visitantes caiu para três milhões – com muitos dos comentários a consideraram o museu aborrecido ou ultrapassado – e nunca mais voltou para os níveis anteriores. Sinais dos tempos?
Mas a instituição está empenhada em recuperar a antiga influência e popularidade. Como parte do seu programa de celebrações do 50.º aniversário, o museu tem prevista a abertura de cinco novas galerias patrocinadas: Flight and the Arts Center (Centro do Voo e das Artes), Jay I. Kislak World War II in the Air (A Segunda Guerra Mundial nos Céus), RTX Living in the Space Age (Viver na Era Espacial), U.S. National Science Foundation Discovering Our Universe (Descobrir o Universo) e TEXTRON How Things Fly (Como as Coisas Voam). Na galeria dedicada à vida no espaço, explica-se o funcionamento da Estação Espacial Internacional. Como escreveu a divulgadora de ciência Mary Roach: «Para o cientista aeroespacial, tu és o problema. És a peça do mecanismo mais irritante com que ele terá de lidar».
A renovação do National Air and Space Museum não ficou barata. Contou com um orçamento de cerca de mil milhões de dólares, 650 milhões dos quais para os edifícios e 350 milhões para exposições.