quinta-feira, 11 jun. 2026

Morreu Edgar Morin, um dos grandes pensadores do século XX. Tinha 104 anos

Nas redes sociais multiplicam-se as homenagens ao filósofo.
Morreu Edgar Morin, um dos grandes pensadores do século XX. Tinha 104 anos

O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu, esta sexta-feira, aos 104 anos, em Paris, avançou a sua esposa ao jornal Le Monde.

Considerado uma das figuras mais influentes do pensamento contemporâneo, Morin destacou-se sobretudo pelo desenvolvimento da teoria do “pensamento complexo”, uma abordagem que defende a interligação entre diferentes áreas do conhecimento e rejeita a fragmentação disciplinar.

Nascido em Paris em 1921, Edgar Nahoum, construiu uma carreira intelectual marcada por mais de sete décadas de produção teórica, académica e intervenção pública. Adotou o apelido "Morin" com a sua participação na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial, contra os nazis.

Conta com mais de 30 livros publicados ao longo da sua carreira, com destaque para a série monumental O Método, publicada entre 1977 e 2004, considerada uma das bases do seu pensamento filosófico.

Ao longo da sua vida, defendeu uma visão humanista e transdisciplinar do conhecimento, propondo uma “insurreição das consciências” perante os desafios sociais, políticos e ambientais do mundo contemporâneo.

Nas redes sociais multiplicam-se as homenagens ao filósofo.

"Soldado da Resistência, ativista e espírito livre, escritor e pensador do século, defensor da natureza e de todos os povos, Edgar Morin era a personificação do humanismo.", escreve Emmanuel Macron na rede social X.

A Multiversidade Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional de ensino com sede no México dedicada ao estudo da obra de Morin também já prestou homenagem nas redes socias e afirma que "a sua obra viverá sempre em todos os esforços para reconectar o conhecimento, compreender a condição humana e pensar o mundo a partir de uma visão integrativa."

"O percurso intelectual de Edgar Morin é um método para o futuro: uma arte da paciência e uma verdadeira iniciação à arte da criatividade e da reflexão humanas, numa época moldada por máquinas e pela inteligência artificial.", escreve a UNESCO.