O cantor cabo-verdiano Mário Marta, que este ano chegou a participar no Festival da Canção, morreu na passada quinta-feira, aos 53 anos, em Lisboa, avançou uma fonte próxima da família do artista, citada pela agência Lusa.
A notícia da sua morte está a gerar consternação no meio artístico e entre os admiradores da música de Cabo Verde, onde Mário Marta se destacou ao longo dos anos pela interpretação de mornas e coladeiras, géneros tradicionais profundamente ligados à identidade cultural do arquipélago.
A família sublinha o percurso do artista, descrevendo-o como alguém “de grande sensibilidade e dedicação à música cabo-verdiana”, destacando ainda o impacto que teve junto do público tanto em Cabo Verde como na diáspora. A mesma mensagem classifica a sua morte como uma “perda irreparável para a música e para a cultura nacional”.
Natural da Guiné-Bissau, onde nasceu a 30 de agosto de 1972, Mário Marta era filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, tendo construído a sua carreira musical fortemente ligada às raízes cabo-verdianas e à expressão da lusofonia musical.