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Desde o roubo de joias em outubro que o Museu do Louvre, em Paris, França, tem estado debaixo de fogo. E, agora, volta a mostrar a sua vulnerabilidade, com a demissão da presidente da instituição, Laurence des Cars, na terça-feira. O Presidente da República francesa, Emmanuel Macron, aceitou a decisão, anunciou o Palácio do Eliseu. Aliás, elogiou-a: «O chefe de Estado aceitou [a demissão], saudando o ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo requer uma pacificação e um novo impulso para levar a bom porto grandes projetos de segurança, de modernização e o projeto ‘Louvre — Novo Renascimento‘», lê-se no comunicado da Presidência. O Governo francês adiantou ainda que o historiador de arte e até aqui presidente do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, vai ser o próximo responsável máximo pelo Museu. Como principais missões, a nova presidência espera melhorar a segurança, a modernização, assim como dar continuidade ao projeto ‘Louvre - Novo Renascimento’. Recorde-se que no dia 19 de outubro do ano passado, um grupo de assaltantes entrou na Galeria de Apolo do Louvre num elevador de mercadorias, partiu duas das três vitrinas instaladas no final de 2019 para guardar joias e fugiu com oito peças num valor estimado de 88 milhões de euros. Há duas semanas, a instituição anunciou ter sido alvo de uma fraude gigantesca na bilheteira, que causou um prejuízo superior a dez milhões de euros. No dia seguinte a esse anúncio, uma infiltração de água no museu danificou um teto pintado do século XIX. Algumas salas foram encerradas temporariamente. Na princípio desta semana houve uma nova falha de segurança, quando um grupo de ativistas colocou numa parede do museu uma fotografia do ex-príncipe André. Além disso, desde dezembro de 2025 que o museu tem passado por vários períodos de greve dos seus trabalhadores.