Com mais de uma centena de discos gravados e meia centena de prémios internacionais, Jordi Savall (n. Igualada, 1941) é uma das estrelas maiores do firmamento da música antiga. Desde 1974 que o seu agrupamento Hespèrion XXI vem dando a conhecer sobretudo reportório ibérico dos séculos XVI e XVII, muitas vezes inéditos, em interpretações historicamente informadas com instrumentos de época.
O catalão, que é uma presença regular em Portugal, regressa a Lisboa com o seu ensemble e com o Orpheus 21, dos sírios Moslem Rahal e Waed Bouhassoun para um concerto esgotado que se apresenta como um «Diálogo de Música Cristã, Judaica e Muçulmana em torno do Mediterrâneo e do Oriente», a 22 de fevereiro às 18h, na Gulbenkian. No dia seguinte, também às 18h e também na Gulbenkian, Savall participa na primeira ‘In Varietate Concordia Talk’, com a pianista Maria João Pires, o barítono Jorge Chaminé e a fadista Kátia Guerreiro. A moderação é da secretária-geral da Europa Nostra, Sneška Quaedvlieg-Mihailović.