quarta-feira, 13 mai. 2026

Há um monumento português que ultrapassou um milhão de visitantes em 2025. Saiba também quem ficou para trás no ranking

Os dados dos Museus e Monumentos de Portugal revelam uma hierarquia surpreendente entre os equipamentos culturais do país: há um claro campeão de afluência, mas também destinos Património Mundial com números que ficam a centenas de milhares de distância.
Há um monumento português que ultrapassou um milhão de visitantes em 2025. Saiba também quem ficou para trás no ranking

Quase cinco milhões de pessoas visitaram em 2025 os museus e monumentos geridos pela entidade pública Museus e Monumentos de Portugal. O número exato, 4.843.299 entradas, representa uma quebra de 4,38% face a 2024, equivalente a menos 221.929 visitas. A principal razão para a descida está nos encerramentos para obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que afastaram vários equipamentos do circuito ao longo do ano.

Os dados estatísticos agora divulgados permitem traçar o ranking de afluência do ano: há um líder destacado, há surpresas pelo meio e há monumentos classificados como Património Mundial da Humanidade com visitantes que ficam a centenas de milhares de distância do gigante da lista.

Os Jerónimos na liga dos grandes

Com 1.040.203 entradas em 2025, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, é o único equipamento da rede a ultrapassar a barreira do milhão de visitantes. A distância para o segundo classificado é considerável: o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, registou 367.537 visitantes, menos de um terço do total do Jerónimos.

O pódio completa-se com o Mosteiro da Batalha, que somou 357.116 entradas, e o Convento de Cristo, em Tomar, com 350.813 visitantes. Tanto Batalha como Tomar integram a lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO, o que torna o fosso face ao Jerónimos ainda mais expressivo.

A Fortaleza de Sagres, com 324.926 entradas, e o Castelo de Guimarães, com 320.068 visitantes, completam o grupo dos monumentos que superaram as 300 mil visitas.

O museu mais visitado não é o que se imagina

Entre os museus, o destaque vai para o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que recebeu 335.255 visitantes, números que rivalizam com os dos monumentos mais procurados. Uma curiosidade: o Azulejo esteve encerrado desde novembro de 2025, o que significa que os visitantes se concentraram nos primeiros dez meses do ano.

O Museu Nacional dos Coches e Picadeiro Real, também em Lisboa, registou 193.614 entradas, e o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, contabilizou 107.569 visitas, o valor mais baixo entre todos os equipamentos mencionados no relatório.

Encerramentos condicionaram os números

A Torre de Belém, um dos monumentos mais icónicos do país e classificada como Património Mundial, encerrou em maio de 2025 e registou apenas 127.791 visitantes no ano. Sem o encerramento antecipado, os números seriam substancialmente diferentes.

Também fecharam ao público, em datas distintas, o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, o Museu de Lamego, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional do Teatro e da Dança e o Museu Nacional do Azulejo.

Os turistas estrangeiros dominam, mas os residentes ganham terreno

Os visitantes com bilhete pago representaram 61% do total de entradas, com os turistas estrangeiros a perfazer 56% do universo global de visitantes. Ainda assim, a medida Acesso 52, que desde agosto de 2024 garante entrada gratuita a residentes em Portugal, gerou 892.637 visitas, equivalente a 18% do total de ingressos, um sinal de que a abertura ao público nacional tem tido adesão significativa.

Entre os Patrimónios Mundiais com números mais modestos figuram o Mosteiro de Alcobaça, com 195.611 visitantes, o Palácio Nacional de Mafra, com 151.069 entradas, e o Palácio Nacional da Ajuda, com 146.130 visitas.