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Quase cinco milhões de pessoas visitaram em 2025 os museus e monumentos geridos pela entidade pública Museus e Monumentos de Portugal. O número exato, 4.843.299 entradas, representa uma quebra de 4,38% face a 2024, equivalente a menos 221.929 visitas. A principal razão para a descida está nos encerramentos para obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que afastaram vários equipamentos do circuito ao longo do ano.
Os dados estatísticos agora divulgados permitem traçar o ranking de afluência do ano: há um líder destacado, há surpresas pelo meio e há monumentos classificados como Património Mundial da Humanidade com visitantes que ficam a centenas de milhares de distância do gigante da lista.
Os Jerónimos na liga dos grandes
Com 1.040.203 entradas em 2025, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, é o único equipamento da rede a ultrapassar a barreira do milhão de visitantes. A distância para o segundo classificado é considerável: o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, registou 367.537 visitantes, menos de um terço do total do Jerónimos.
O pódio completa-se com o Mosteiro da Batalha, que somou 357.116 entradas, e o Convento de Cristo, em Tomar, com 350.813 visitantes. Tanto Batalha como Tomar integram a lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO, o que torna o fosso face ao Jerónimos ainda mais expressivo.
A Fortaleza de Sagres, com 324.926 entradas, e o Castelo de Guimarães, com 320.068 visitantes, completam o grupo dos monumentos que superaram as 300 mil visitas.
O museu mais visitado não é o que se imagina
Entre os museus, o destaque vai para o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que recebeu 335.255 visitantes, números que rivalizam com os dos monumentos mais procurados. Uma curiosidade: o Azulejo esteve encerrado desde novembro de 2025, o que significa que os visitantes se concentraram nos primeiros dez meses do ano.
O Museu Nacional dos Coches e Picadeiro Real, também em Lisboa, registou 193.614 entradas, e o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, contabilizou 107.569 visitas, o valor mais baixo entre todos os equipamentos mencionados no relatório.
Encerramentos condicionaram os números
A Torre de Belém, um dos monumentos mais icónicos do país e classificada como Património Mundial, encerrou em maio de 2025 e registou apenas 127.791 visitantes no ano. Sem o encerramento antecipado, os números seriam substancialmente diferentes.
Também fecharam ao público, em datas distintas, o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, o Museu de Lamego, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional do Teatro e da Dança e o Museu Nacional do Azulejo.
Os turistas estrangeiros dominam, mas os residentes ganham terreno
Os visitantes com bilhete pago representaram 61% do total de entradas, com os turistas estrangeiros a perfazer 56% do universo global de visitantes. Ainda assim, a medida Acesso 52, que desde agosto de 2024 garante entrada gratuita a residentes em Portugal, gerou 892.637 visitas, equivalente a 18% do total de ingressos, um sinal de que a abertura ao público nacional tem tido adesão significativa.
Entre os Patrimónios Mundiais com números mais modestos figuram o Mosteiro de Alcobaça, com 195.611 visitantes, o Palácio Nacional de Mafra, com 151.069 entradas, e o Palácio Nacional da Ajuda, com 146.130 visitas.