O Governo distinguiu o colecionador e empresário Armando Martins com a Medalha de Mérito Cultural, numa cerimónia que decorreu no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, este domingo, em Lisboa.
A distinção reconhece o contributo de Armando Martins ao longo de várias décadas para a promoção da arte contemporânea, tanto em Portugal como a nível internacional. A cerimónia terá sido presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
Segundo a ministra, esta homenagem valoriza não só a dimensão da coleção reunida, mas também “a visão, a determinação e a generosidade” do empresário no desenvolvimento do setor cultural.
O interesse de Armando Martins pela arte começou ainda jovem, aos 18 anos. Ao longo de mais de 50 anos, reuniu uma coleção com cerca de 600 obras de artistas portugueses e internacionais, refletindo um compromisso contínuo com a criação artística.
Natural de Penamacor, onde nasceu em 1949, formou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico. Iniciou a sua carreira profissional em Portugal, tendo mais tarde passado pelo Brasil após o 25 de Abril.
De regresso ao país, destacou-se no setor imobiliário, criando o Grupo Fibeira, responsável por vários projetos relevantes, como o Atrium Saldanha, em Lisboa.
Em 2025, concretizou um dos seus maiores projetos: a abertura do MACAM, um museu dedicado à arte contemporânea instalado no Palácio dos Condes da Ribeira Grande, na capital.
O espaço resulta de um investimento superior a 55 milhões de euros e combina um museu com um hotel de cinco estrelas, num conceito considerado inovador na Europa.
Para o Governo, o MACAM representa um exemplo de iniciativa privada com impacto público, contribuindo para enriquecer a oferta cultural em Lisboa.