sexta-feira, 10 jul. 2026

Fugir ao calor: o que fazer em Lisboa?

Há dois meses que as temperaturas têm oscilado entre os 15 °C e os 35 °C. Num dia, temos uma chuva improvável que nos estraga os planos, no outro não conseguimos sequer sair de casa com as altas temperaturas. Mas é importante lembrar que existem várias alternativas para fugir ao calor na capital. A VERSA dá-lhe algumas opções que vão desde os museus aos monumentos e até... um ski artificial.

A Sombra dos Jardins

Se há coisa que existe em abundância em Lisboa são jardins. Jardins de todos os tamanhos, espalhados por todo o lado e cheios de sombra. Esta é sempre uma boa opção para aqueles dias em que não se pode estar ao sol, já que, na maior parte dos casos, existem várias sombras onde passa uma aragem. Os jardins da Gulbenkian - um dos símbolos da cidade -, são sempre uma boa opção. Este é um lugar onde a natureza se liga à arte. Onde se pode aproveitar os espaços verdes, mas também as exposições. O Jardim do Torel, na Rua Júlio de Andrade, é outra boa alternativa. Como fica numa parte alta da capital, passa sempre um vento. O local é ideal para ler, fazer piqueniques, ou apenas relaxar. O Jardim Mário Soares, no Campo Grande, é outro sítio para aproveitar. Existem várias áreas amplas, o ambiente é tranquilo e existe um lago com barcos e repuxos de água.

Visitar o Oceanário

Quando pensamos no Oceanário, pensamos em animais aquáticos e claro, água. E o que é que poderia haver melhor para fugir ao calor do que as águas frescas do oceano? Este é um plano para toda a família e que nunca aborrece já que há inúmeras espécies para conhecer. O incrível aquário central simboliza o «oceano global» e está rodeado por quatro habitats marinhos distintos. Os visitantes podem conhecer várias espécies de tubarões, lontras-marinhas, peixes-lua, papagaios-do-mar, raias e corais deslumbrantes, entre muitas outras. Já a exposição Universo Submerso, envolve o público num ambiente poético que varia entre o celestial e o fundo do mar. A exposição temporária dá a conhecer florestas tropicais submersas até dia 30 de junho.

Aqueduto das Águas Livres

Vemo-lo quando passamos por ele de carro, a pé, ou de transportes públicos, mas nem todas as pessoas sabem que o podem visitar. A verdade é que este não tem apenas uma história extraordinária... É também um local muito fresco. Construído entre 1731 e 1799, por determinação régia, o Aqueduto das Águas Livres constituiu um vasto sistema de captação e transporte de água, por via gravítica. Muitas pessoas consideram o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras o espaço mais bonito de todo o complexo. O enorme reservatório abobadado tem reflexos espetaculares na água e um terraço panorâmico com vistas sobre Lisboa. Ao mesmo tempo, os visitantes podem visitar a Galeria do Loreto, um percurso subterrâneo por antigos canais de distribuição de água. É uma das experiências mais invulgares de Lisboa.

Fazer ski sem sair da capital

Sabia que pode fazer ski em Lisboa? Nos dias de muito calor, por vezes, só desejamos estar num lugar frio. Aliás, muito frio! A Ski Academy Lisboa é um centro de treino que utiliza um simulador de ski e snowboard em realidade virtual, permitindo praticar durante todo o ano, sem neve. Claro que as temperaturas não se comparam às das montanhas geladas, esse não é o objetivo... Mas nada que o ar condicionado não resolva. Segundo a página oficial do espaço, o simulador recria movimentos, inclinações e forças semelhantes às sentidas numa pista verdadeira, ajudando a aprender ou melhorar técnica, equilíbrio e condição física. Esta é uma opção diferente e divertida que nos transporta para outro lugar, sem que tenhamos de sair da nossa cidade.

Repuxos no Parque das Nações

Perto do Casino de Lisboa e do Centro Comercial do Vasco da Gama, encontram-se seis emblemáticos “vulcões” com uma altura de quatro metros e com jogos de água que se repetem em cada 25 segundos num total de 1600 erupções de água por dia. Estas erupções repentinas de água a cerca de 3 metros de altura desintegram-se, formando duas ondas que rebentam no final dos 2 canais longitudinais. Este é o local indicado para quem se quer refrescar. E as crianças adoram! Além disso, no Passeio Ulisses (localizado entre o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento e o Oceanário) encontra-se o Jardim da Água, com alguns elementos de água - uma cascata, espelho de água, lago e jogos interativos. O próprio Pavilhão do Conhecimento recebe os visitantes numa praça com repuxos que são lançados a partir do chão.

'Turistar' nos museus

Visitar os museus da cidade é sempre uma boa opção para fugir ao calor. O Museu do Fado, por exemplo, em Alfama, é sempre uma excelente escolha. Além de dar a conhecer a história do fado, fica relativamente perto do rio, o que permite ir depois ver a vista, ou beber qualquer coisa numa esplanada à sombra. Tal como ele, o MAAT - mais conhecido pela arquitetura futurista -, encontra-se junto ao Tejo. As exposições variam bastante, mas o edifício e o terraço já justificam a visita. O Museu do Aljube - Resistência e Liberdade, é um dos museus mais marcantes da cidade, dedicado à ditadura do Estado Novo e à luta pela democracia. Fica perto do Miradouro das Portas do Sol que tem bastantes sombras e costuma ter artistas de rua que alegram o ambiente.