terça-feira, 09 jun. 2026

Feira do Livro de Lisboa vai ter filmes ao ar livre e festas de leitura silenciosa nesta edição

Silent reading parties, clássicos do cinema e milhares de atividades prometem transformar o Parque Eduardo VII num dos maiores centros culturais do país.
Feira do Livro de Lisboa vai ter filmes ao ar livre e festas de leitura silenciosa nesta edição

A nova edição da Feira do Livro de Lisboa vai arrancar com mais de 2200 eventos já confirmados e várias novidades que prometem mudar a experiência dos visitantes, desde sessões de cinema ao ar livre até espaços dedicados à leitura silenciosa.

Segundo a APEL, o número de iniciativas deverá continuar a crescer ao longo do certame, que contará com apresentações de livros, debates, sessões de autógrafos, atividades para famílias e encontros com autores portugueses e internacionais.

Cinema ao sábado e leitura silenciosa entre as novidades

Uma das principais apostas desta edição é o “Cine Sábado”, iniciativa realizada em parceria com a Cine Society que vai levar sessões de cinema ao relvado central da feira.

Entre os filmes já anunciados estão Clube dos Poetas Mortos, Jurassic Park e Orgulho e Preconceito.

Outra novidade passa pelas “silent reading parties”, experiências de leitura silenciosa com auscultadores e curadoria literária da Tale House.

A organização descreve a iniciativa como uma tendência internacional que transforma a leitura numa experiência simultaneamente individual e coletiva, permitindo aos visitantes lerem enquanto escutam diferentes sequências literárias.

Segundo a APEL, o formato poderá ainda funcionar como alternativa inclusiva para pessoas com necessidades específicas.

Música, atividades para crianças e mais árvores plantadas

As noites de sexta-feira voltam a contar com concertos integrados no ciclo “Sextas Há Música”, com atuações de Éme, emmy Curl e Gabriel Gomes.

A programação infantil mantém também destaque com o regresso do “Acampar com Histórias”, na Estufa Fria, dirigido a crianças entre os 8 e os 10 anos.

Na vertente ambiental, a iniciativa “Vamos plantar livros” prevê aumentar em 25% o número de árvores plantadas face ao ano passado, apontando para cerca de 8750 árvores em 2026.

Feira quer reforçar dimensão internacional

A presença reforçada de escritores estrangeiros é apontada pela organização como um sinal da crescente projeção internacional do evento.

O presidente da APEL, Miguel Pauseiro, explicou que a reorganização do espaço pretende tornar a circulação “mais lógica, confortável e intuitiva”, aproximando leitores, autores e cidade.

Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, destacou a renovação da parceria com a APEL por mais três anos e reforçou a importância cultural da feira para a cidade.

Ao longo dos 19 dias do evento, o recinto contará ainda com melhorias ao nível da acessibilidade, mobilidade sustentável e serviços de apoio aos visitantes.