A “viagem dos sonhos” que marca esta quarta-feira dia 15, 114 anos desde seu final trágico, começou a 10 de Abril de 1912, começando em Southampton e com destino a Nova Iorque, fazendo escala em Cherbourg, França e em Queenstown, Irlanda. A bordo seguiam 2.240 pessoas, entre tripulação e passageiros que variam desde empresários, famílias, emigrantes e aventureiros à procura de uma nova vida na América.
Durante quatro dias, tudo correu sem incidentes, segundo a National Geografic Kids, o navio avançava sobre o Atlântico, movido por três motores a carvão, alimentados por 175 operários que lançavam cerca de 600 toneladas de carvão por dia.
A White Star Line garantia que se tratava do navio mais seguro do mundo, mas, às 23h40 do dia 14 de Abril de 1912, hora do navio, um iceberg emergiu na escuridão do Atlântico Norte. O impacto rasgou o casco do navio, danificando vários compartimentos. Em duas horas e quarenta minutos, o navio partiu-se ao meio e afundou-se por completo nas águas geladas, às 2h20 da madrugada de 15 de Abril, 5h18 em Lisboa. Morreram 1.523 pessoas e apenas 706 sobreviveram, resgatadas pelo R.M.S. Carpathia.
Os portugueses a bordo
Entre as vítimas encontravam-se seis portugueses, quatro eram naturais da Madeira, uma das ilhas dos Açores, e outro do continente. Os cinco das ilhas viajavam em 3.ª classe, rumo aos Estados Unidos em busca de novas oportunidades, já o do continente ia em 2.ª classe.
Mesmo depois de 114 anos o nome do Titanic permanece gravado na memória coletiva. Recorda‑nos a força do sonho, a confiança na tecnologia e a humildade diante do mar. E, na imensidão dessa história trágica, também ficam as memórias dos seis portugueses que jamais chegaram ao “novo mundo”.