Foi na sexta-feira passada que o Museu de Arte Contemporânea de Serralves abriu portas para a exposição O Século de Gehry, uma retrospetiva dedicada à vida e obra de Frank Gehry, um dos arquitetos mais influentes da arte contemporânea, falecido em 2025.
Instalada na Ala Álvaro Siza, a mostra reúne maquetes originais, desenhos, esculturas, mobiliário e a documentação de 19 projetos que marcaram mais de cinco décadas de criação arquitetónica, considerados pelos curadores como os «mais marcantes e inovadores do arquiteto nascido no Canadá, explorando a sua abordagem radical à forma, aos materiais e à estrutura», lê-se no comunicado do museu. Com curadoria de António Choupina, Gehry Partners, e colaboração do Getty Research Institute (que preserva uma parte do seu arquivo), a mostra percorre a evolução criativa do arquiteto, desde as primeiras experiências em Los Angeles até obras icónicas como o Museu Guggenheim Bilbao, a Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, ou a Fondation Louis Vuitton, em Paris.
«Há um antes e um depois de Frank Gehry na arquitetura contemporânea. A sua obra representou uma mudança tectónica na forma como a profissão de arquiteto é e continuará a ser entendida e praticada, projetando-a simultaneamente para o futuro e reconectando-a com o passado, anterior ao seu nascimento, em 1929, quando arte e arquitetura eram uma só», refere o curador no mesmo comunicado. «Frank Gehry começou a construir algo novo, algo que caminha lado a lado com o antigo, em constante evolução, combinando características do que é único, natural e necessário (...) Esperava voltar a vê-lo em Serralves, mas, apesar da sua ausência, sei que todas as salas do museu e todas as ruas da cidade estarão cheias por causa dele», acrescenta. Organizada em oito capítulos temáticos a exposição ficará patente até ao dia 30 de dezembro.