terça-feira, 21 jul. 2026

Eu na Ópera’ leva arte lírica a nove cidades do país

Projeto do Teatro Nacional de São Carlos vai percorrer o país durante três anos, com apoio do Novobanco, apostando na descentralização cultural e no combate à ideia de que a ópera é uma arte reservada a uma elite.
Eu na Ópera’ leva arte lírica a nove cidades do país

O OPART – entidade pública empresarial responsável pela gestão do Teatro Nacional de São Carlos, da Companhia Nacional de Bailado e dos Estúdios Victor Córdon –, e o Novobanco assinaram na terça-feira o protocolo de mecenato que serve de base ao projeto de dimensão nacional ‘Eu na Ópera’ do Teatro Nacional de São Carlos, um programa vai percorrer em três anos, em nove cidades.

Segundo um comunicado enviado à redação do Nascer do SOL, esta parceria nasce com uma missão clara: «democratizar o acesso à ópera, derrubar barreiras geográficas e sociais, ativar fortemente a participação local e afirmar a cultura como um direito de todos». «Num momento em que o edifício do Teatro Nacional de São Carlos se encontra encerrado ao público para a realização de profundas obras de Modernização e Reabilitação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o ‘Eu na Ópera’ assume-se como o motor de um teatro vivo e em movimento», defende. Ou seja, em vez de esperar pelo público, o São Carlos «faz-se à estrada», transformando o encerramento temporário da sua sala histórica numa «oportunidade única de descentralização e de proximidade com o território nacional».

O projeto está estruturado em três eixos complementares – Circulação (2026), Património (2027) e Criação (2028) –, e vai ocorrer em nove cidades nas regiões Norte, Centro, Oeste e Alentejo. «A viagem começa já este ano com a circulação de uma obra contemporânea de forte impacto local, seguida pela recuperação de património lírico esquecido em 2027, culminando, em 2028, com uma nova criação inspirada no Cante Alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade», adianta o mesmo texto. Um dos grandes objetivos deste projeto é a captação de novos públicos, quebrando o preconceito de que «a ópera é uma expressão artística elitista».