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Vários artistas portugueses vão juntar-se num espetáculo solidário, no próximo dia 11 de fevereiro, em Lisboa, com o objetivo de angariar fundos para as populações afetadas pela depressão Kristin, que devastou o país na madrugada de dia 28 de janeiro.
O concerto, intitulado Amor ao Centro, realiza-se na Casa Capitão e contará com atuações de nomes como Ana Lua Caiano, Iolanda, Surma, Joana Espadinha, Marisa Liz, Lura, Mães Solteiras, Mike El Nite e Xtinto, entre outros. O cartaz inclui ainda a participação de diversos músicos emergentes e DJ sets dos elementos dos Bateu Matou, que animarão os intervalos entre concertos.
De acordo com a organização, o evento assume um carácter especialmente próximo para alguns dos artistas envolvidos, que mantêm ligações pessoais às zonas mais atingidas.
Num comunicado conjunto, cinco dos músicos com raízes na região centro sublinharam o propósito da iniciativa: “Dia 11 de fevereiro queremos que a Casa Capitão seja palco para dar voz e ação às necessidades das populações que precisam da nossa ajuda e a música é e será sempre uma forma de chegar mais perto de todos”.
Todo o valor arrecadado com o espetáculo será destinado a duas associações que trabalham no apoio direto às comunidades afetadas: a ATLAS, sediada em Coimbra, e a organização não governamental Sharing Love, com intervenção no concelho de Ourém.
Além da vertente financeira, o concerto pretende também mobilizar voluntários para ações no terreno, incentivando a participação ativa no apoio às populações do distrito de Leiria e zonas vizinhas.
Os bilhetes, com o preço de 20 euros, já se encontram disponíveis na plataforma DICE. A organização garante que os donativos serão divulgados de forma transparente através da página de Instagram do projeto.
A iniciativa surge num contexto de forte impacto causado pela passagem da tempestade Kristin, que atingiu sobretudo os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém. O mau tempo provocou, até ao momento, 14 vítimas mortais, centenas de desalojados e prejuízos significativos em habitações, infraestruturas e serviços essenciais.
Entretanto, Portugal continua a ser afetado por novas depressões, com previsões de chuva intensa, vento forte e agitação marítima, o que mantém as autoridades em alerta para possíveis inundações, derrocadas e outros riscos associados às condições meteorológicas adversas.