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É mais uma novidade na Casa Branca: Donald Trump mandou instalar uma estátua em tamanho real de Cristóvão Colombo no jardim em frente ao Edifício Executivo Eisenhower.
A escultura, com cerca de quatro metros de altura e uma tonelada de peso, está agora junto ao complexo presidencial e é uma réplica de um monumento inaugurado por Ronald Reagan em 1984, em Baltimore. Durante os protestos pela morte de George Floyd, em 2020, os manifestantes derrubaram a estátua e atiraram-na para a água, no porto de Baltimore, num ato de vandalismo justificado com a responsabilidade do explorador pela escravidão e pelo declínio demográfico que se seguiu à colonização europeia das Américas. Segundo o The New York Times, vários fragmentos da estátua original foram recuperados da água pelo artista Tilghman Hemsley, especialista em escultura e pintura. A nova versão foi construída em 2022 pelo artista com esses mesmos fragmentos e inclui uma inscrição que assinala a sua destruição e posterior reconstituição: «Destruída a 4 de julho de 2020 … Ressuscitada em 2022 ... Reinaugurada pelo presidente Donald J. Trump, a 13 de outubro de 2025». Durante o primeiro mandato de Trump, a Fundação Nacional para as Humanidades concedeu uma bolsa de 30 mil dólares para apoiar o projeto de restauro. O Presidente dos EUA descreve o navegador como «o herói americano original» (apesar de Colombo ser natural de Génova e ter descoberto a América ao serviço dos Reis Católicos de Castela). «Nesta Casa Branca, Cristóvão Colombo é um herói e o presidente Trump vai garantir que ele seja honrado como tal para as gerações vindouras», disse o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, num comunicado oficial. A figura de Cristóvão Colombo é cada vez mais contestada nos EUA, tendo várias cidades e estados deixado de celebrar o Dia de Colombo desde 2020, substituindo-o pelo Dia dos Povos Indígenas.